sábado, 28 de março de 2009

Barra ou Pizza?


No trabalho, muitas vezes, é preciso apresentar uma montanha de dados de maneira clara e, ao mesmo tempo, bonita e agradável de ver. Com uma salada de números, isso é impossível. Por isso, a utilização de gráficos é a maneira mais eficiente de mostrar os dados numéricos.

Programas como Excel (Microsoft) e Numbers (Apple) transformam planilhas em gráficos com poucos cliques de mouse. Mas certos cuidados precisam ser tomados. Compilamos algumas dicas para ajudar na construção de gráficos matadores.

Entenda o conteúdo

Antes de começar, leia e entenda o que está sendo exposto. A seguir, procure olhar essa informação com “os olhos de quem vai ler”. Faça uma lista com os pontos principais do assunto, para organizar melhor suas as ideias.

Escolha a forma

Que tipo de gráfico vamos usar? Os programas oferecem diversos tipos de barras: pizza, colunas, linhas, fluxogramas. Mas quando é melhor usar um ou outro?

Barras são legais para comparar valores ou comportamentos em um intervalo de tempo. Utilize quando os números forem bem diferentes, para ter barras mais distintas e tornar mais evidente as discrepâncias.

Diagramas e fluxogramas deixam claros processos ou relacionamentos.

Gráficos do tipo pizza mostram bem subdivisões da informação. Lembre-se de usar porcentagens e que o total deve ser 100%.

Linhas mostram de maneira contínua a evolução de valores ou comportamentos. É como um gráfico de barras interligados. Comparam bem a evolução de produtos similares ao longo do tempo. Muito usados para mostrar o comportamento da flutuação nas inquietas bolsas de valores.

A forma do gráfico deve ser adequada ao seu conteúdo. Experimente e veja se a informação fica clara.

A forma do gráfico deve ser adequada ao seu conteúdo. Experimente e veja se a informação fica clara.

Nesse momento, é importante que você faça um rascunho de seu gráfico. Transponha os pontos principais levantados anteriormente para uma ideia visual. Veja se suas ideias expõem os dados de forma consistente e eficiente (sempre pelos olhos do freguês, é bom não esquecer). Não é a hora de pensar no que fica bonito, mas no que é mais claro.

Mãos e mouse à obra

Quatro pontos devem ser levados em consideração, agora considerando a estrutura visual do gráfico:

Aparência Nós, ocidentais, lemos primeiro o canto superior esquerdo e vamos descendo. Logo, insira nesse canto o título e as informações introdutórias. Enfim, o que deve ser visto inicialmente fica mais para cima e mais para a esquerda. As informações que explicam aspectos do gráfico devem ficar mais para baixo e mais para a direita;

Tamanhos Dados mais importantes são maiores. Menos importantes, menores. Mas cuidado para não criar um monte de tamanhos diferentes de letras para não confundir o leitor. Pense apenas em um tamanho maior para o título, um médio para a introdução e um menor para as legendas e partes do gráfico. Só;

Tipos de letras Menos é mais. Um carnaval de fontes é absolutamente desnecessário. Restrinja-se a, no máximo, dois tipos de fonte. Veja se o tipo de letra fica legível em todos os tamanhos previstos e se estão de acordo com o tipo e informação apresentada (uma letra floreada e “brincalhona” não é coerente com um gráfico que apresente número de alces abatidos no Alaska nos últimos anos, por exemplo);

Lembre-se sempre que o mais importante é o conteúdo. A estrutura, cores e formas permitem que o leitor compreenda mais facilmente as informações apresentadas.

Lembre-se sempre que o mais importante é o conteúdo. A estrutura, cores e formas permitem que o leitor compreenda mais facilmente as informações apresentadas.

Cores A dica dos especialistas é: comece em preto-e-branco. Certifique-se de que a informação está absolutamente compreensível assim. Se estiver, coloque cor apenas onde é preciso destaque, geralmente os pontos principais de que falamos no começo. Particularmente, evito cores primárias (vermelhos, amarelos, azuis puros) porque podem prejudicar combinações. Use subtons de uma mesma cor ou escolha uma paleta de cores que combine (velho ditado da selva: o que não contrasta, combina). Ah, se a impressão for feita em preto e branco, use cinzas, preto e branco.

Toque final

Um gráfico de barras não precisa ser construído usando apenas as ditas-cujas. Por exemplo, você pode usar o frasco de um produto em comparação com seus concorrentes, ou elementos visuais que reforcem a ideia que queremos passar (pilhas de sacos de arroz ou de carros para representar as vendas).

Quero dizer, não se restrinja aos formatos prédefinidos pelos programas (mesmo que, no caso do Keynote e Numbers, sejam muito legais e bonitos). A forma pode e deve reforçar o conteúdo, sem se sobrepor a ele. O que nos leva ao próximo ponto.

Evite erros comuns

Depois de montar seu gráfico, levante-se, tome um pouco de água, e olhe o resultado com olhos críticos. Veja se você não cometeu um dos seguintes pecados:

Falta de foco Alguma coisa tem de capturar seu olhar de cara. Se as barras ficaram muito parecidas, nenhuma fatia da pizza abriu seu apetite por mais detalhes, as linhas são planas e o fluxo confuso, o gráfico está inadequado. Por exemplo, se você destacar uma pequena fatia da pizza do corpo da pizza ou deixar apenas uma barra em cor diferente, um foco estará criado;

Inconsistência Elementos (ou mesmo gráficos) similares devem ter importância visual similar. Seja em tamanho, cores, formas etc. Assim você não confunde o leitor e as informações podem ser comparadas mais facilmente;

Exageros Uma máxima do processo criativo é que, ao se terminar um trabalho, deve-se tirar um elemento sem que isso prejudique o todo. Se mais de um elemento tiver de ser retirado, reveja seu gráfico. Você exagerou na dose;

Linhas As pessoas adoram encaixotar os gráficos, colocando o máximo possível de contornos, linhas, eixos, setas. Veja se são estritamente necessárias. Se não, elimine-as. Deixe seu gráfico ventilado, não comprima as informações.

Firulas Quanto mais simples, melhor será a compreensão do conteúdo. Efeitos tridimensionais, sombras, reflexos, texturas ou a repetição de elementos visuais podem distrair a atenção do leitor para o que é realmente importante – as informações apresentadas. Muitas vezes, as firulas servem para disfarçar a falta de conteúdo. Assim o leitor olha para a forma, e não para o conteúdo.

Moral da história

O objetivo do gráfico é ser objetivo. Mesmo que efeitos e firulas sejam muito populares e bonitinhos, devem ser usados com moderação.

Mundo eletrônico

A CES (Consumer Electronics Show) é uma das maiores feiras de tecnologia do planeta. Perde em tamanho para a CeBit, que acontece anualmente em Hanover, na Alemanha, e em “futurismo” para a CEATEC em Tóquio, no Japão. Fundada em 1967, ao longo das últimas quatro décadas a CES foi palco de introdução de produtos que marcaram a história, desde o primeiro video-cassete (1970), passando pelo CD (1981), o Nintendo 8 bits (NES, 1985), o DVD (1996) e as primeiras TVs de alta definição (1998).

Trata-se de um evento gigantesco, espalhado em três grandes salões do Las Vegas Convention Center (LVCC), cada um subdidivido em mais salas e áreas de exposição. É humanamente impossível, para uma única pessoa, ver tudo o que há por lá durante os cinco dias do evento. Mapas (um para cada pavilhão, distribuídos gratuitamente em quiosques de informação) e uma boa agenda com o que você deseja ver, e onde, são indispensáveis. E mesmo assim, perder-se é algo facílimo.

A seguir, mostramos um pouquinho das tecnologias mais interessantes que encontramos por lá, compatíveis ou não com produtos da Apple, já que a vida digital está cada vez mais presente em nossas vidas. No meio de tantos produtos e acessórios, eles são os que consideramos com o maior potencial para deixar sua “marca” na indústria. E prepare-se: eles podem estar em sua casa muito antes do que você imagina.

O futuro da TV (ou as TVs do futuro)

Analisando os estandes dos vários fabricantes que expuseram seus produtos na CES, notamos quatro tendências que em breve estarão em sua sala de estar: a próxima geração de TVs será mais fina, terá imagens mais bonitas, mais realistas e será conectada.

Mais fina como a nova Panasonic Viera Z1. Pertencente à série “NeoPDP”, que utiliza uma nova técnica para produção de painéis de plasma, esta TV tem apenas 2,5 cm de espessura com uma tela Full HD de 54 polegadas. De tão fina, vista de lado é comum confundi-la com um quadro ou perdê-la de vista, e não estou apelando para um clichê.

Para atingir essa espessura a Panasonic teve de inovar e moveu todos os circuitos do sintonizador de TV, responsável pela recepção dos canais, para uma caixa (ou “set-top box”) externa. A inovação está no fato de que o sintonizador não é “plugado” à TV: não há um cabo sequer entre eles. O aparelho utiliza o novo sistema Wireless HDMI para transmitir uma imagem de alta definição. A tecnologia também deve aparecer em tocadores Blu-ray, Home Theaters e TVs de outros fabricantes ao longo deste ano.

As TVs também terão imagens muito mais bonitas, como os modelos da nova série Luxia, da Samsung. Baseados na tecnologia LCD, a inovação fica por conta do uso de LEDs para a iluminação da tela, em vez das tradicionais lâmpadas fluorescentes. A tecnologia, já em uso nos monitores dos novos MacBooks da Apple, reduz o consumo de energia e elimina uma das principais reclamações sobre as TVs LCD: os pretos “lavados”. O resultado são imagens com cores muito mais vivas e brilhantes, contraste muito melhor e pretos “de verdade”.

A Samsung demonstrou várias TVs OLED, ainda em estado de protótipo

A Samsung demonstrou várias TVs OLED, ainda em estado de protótipo

A Samsung e a Sony já mostram, com orgulho, o próximo passo: telas baseadas na tecnologia OLED, em que cada pixel, ou ponto da imagem, é um minúsculo LED (como aquele que indica se seu computador está ligado), impresso diretamente sobre um substrato de material plástico. O brilho e o contraste da imagem são simplesmente imbatíveis, chegando a 1.000.000:1, mas o processo de produção ainda é delicado e os fabricantes não conseguem produzir telas maiores do que 20 polegadas, o que inviabiliza a introdução em larga escala.

Isso não impede a Sony de comercializar uma TV OLED com tela de 11 polegadas como “prova de conceito” para aqueles consumidores ávidos por serem os primeiros a experimentar uma nova tecnologia: a XEL-1 tem 3 mm de espessura, resolução de 960 × 540 pixels (melhor que uma TV comum, mas longe da alta definição) e custa a bagatela de US$ 2.500.

Eu falei em realismo? Depois do HD e do Full HD, a próxima onda é o 3D. Praticamente todos os fabricantes mostraram aparelhos equipados com essa tecnologia, quase sempre baseados no mesmo princípio: uma tela capaz de exibir 120 quadros de imagem por segundo (ou seja, com uma frequência de 120 Hz) mostra duas cenas para cada quadro da imagem: uma para o olho esquerdo do espectador, e outra, ligeiramente diferente, para o olho direito. Óculos eletrônicos especiais, sincronizados com a tela, só deixam cada olho ver sua imagem correspondente. O cérebro “funde” as duas imagens e as recria como uma imagem tridimensional. De repente, a bola salta da tela e a heroína do filme parece estar ao alcance de suas mãos. Para games de corrida, é diversão garantida.

A TV de Plasma mais fina do mundo

A TV de Plasma mais fina do mundo

O método é particularmente eficiente em jogos de PC ou de consoles da geração atual, como o Xbox 360 ou o PlayStation 3, que precisam apenas de uma simples adaptação para tirar proveito da tecnologia. Filmes devem ser especialmente produzidos no novo formato ou, no caso de produções antigas, reprocessados para serem compatíveis. Acreditem: a sequência inicial de Star Wars: Episódio 4 ganha um novo impacto quando você vê os lasers dos Stormtroopers cruzando a tela em sua direção.

O mais legal desse método é que, se sua TV já é capaz de trabalhar a 120 Hz (já há vários modelos no mercado), você só vai precisar dos óculos, que atualmente tem um custo estimado em US$ 200. Eles funcionam sem fios, são alimentados por uma bateria interna (com autonomia para centenas de horas de uso) recarregável, podem ser utilizados sobre seus óculos de grau (na maioria dos casos, dependendo do design) e só interferem na imagem mostrada na TV: o mundo real continua intacto, apenas um pouco mais escuro, como se você estivesse usando óculos de sol.

E por fim, chegamos à questão da conectividade. Sony, LG e Samsung são apenas alguns dos fabricantes que demonstraram modelos de TVs equipados com o Yahoo! Widget Engine, um sistema que traz parte da internet, como notícias, previsão do tempo, fotos do Flickr e vídeos do YouTube, para sua TV.

Ele funciona de modo bastante parecido com os widgets do Dashboard no Mac OS X, ou os gadgets do Windows Vista: você interage com pequenos programinhas feitos para desempenhar apenas uma tarefa específica (por exemplo, baixar a previsão do tempo) que ficam “flutuando” sobre a imagem da TV ou agrupados em barras laterais. Alguns fabricantes estão incluindo widgets que, além do trivial, permitem alugar e assistir, via streaming, filmes em alta definição em sites como o Amazon Unbox e Netflix: basta ter uma conexão de banda larga.

Se você finalmente juntou todo o dinheiro e está pronto para comprar sua primeira TV de alta definição, meu conselho é esperar mais um pouco (e juntar uma graninha extra). Embora não haja previsão oficial de chegada desses produtos ao Brasil, meu palpite é “mais cedo do que se imagina” e definitivamente em 2009 para produtos como as TVs com telas LED e conectadas à internet. A sala de estar está se tornando um lugar cada vez mais interesssante.

Energia sem fios

Imagine a cena: você chega em casa após um dia de trabalho, tira o celular do bolso e o coloca sobre a mesinha ao lado da porta. Instantaneamente ele começa a recarregar a bateria, sozinho. Ficção? Que nada, essa cena será realidade ainda em 2009.

O responsável pelo feito é a tecnologia PowerMat, desenvolvida pela empresa norte-americana de mesmo nome. Trata-se de um sistema de transferência de energia elétrica através de indução eletromagnética. Com ele é possível transferir energia de uma estação-base, semelhante a um porta-copos, para seu gadget favorito sem precisar de um cabo sequer, bastando colocar um sobre o outro.

O aparelho, obviamente, precisa ser compatível com a tecnologia: para resolver isso a empresa desenvolveu adaptadores que podem ser acoplados a vários produtos, como o iPhone, iPod e outras traquitanas, e espera que, no futuro próximo, os componentes necessários sejam embutidos nos próprios aparelhos.

O “tapete” PowerMat recarrega seus gadgets, sem usar fios

O “tapete” PowerMat recarrega seus gadgets, sem usar fios

O mais legal do PowerMat é que ele pode ser embutido em outras superfícies, como mesas e pias. Imagine uma mesa do escritório equipada com PowerMat: sempre que seu notebook e celular estiverem sobre ela, estarão sendo recarregados. Será o fim da desculpa de “o celular estava desligado porque esqueci de recarregar”. Não há risco algum de choque elétrico, mesmo que você toque na mesa com objetos metálicos ou molhe a superfície. E a economia de energia é garantida por um sistema que analisa o quanto o aparelho realmente precisa e fornece apenas o necessário.

Em uma demonstração a portas fechadas (apenas para a imprensa) no estande da empresa vimos uma mesa de cozinha equipada com PowerMat, bem como uma parede de uma sala de estar. Pendurada na parede, uma TV LCD parecia funcionar como que movida por mágica, sem nenhum cabo de força visível. Para comprovar que não se tratava de um truque, o representante retirou a TV da parede e ela se desligou. Colocou de volta e ela ligou de novo. Um buraco na lateral da parede permitia ver os emissores PowerMat, bem pequenos, embutidos dentro da estrutura.

Segundo a empresa, os primeiros produtos devem chegar ao mercado no final de 2009. Os “tapetes” sobre os quais os gadgets são colocados custarão a partir de US$ 100 e os adaptadores para os gadgets atuais sairão por US$ 30 cada.

Alta definição no bolso

A queda vertiginosa nos preços, combinada ao aumento também rápido da resolução de imagem observada nas câmeras fotográficas digitais nos últimos anos está prestes a se repetir no mercado de filmadoras (camcorders) portáteis. Vários fabricantes, como RCA, Kodak e Creative Labs expuseram na CES seus novos modelos. Todos têm em comum três características: são compactos, relativamente baratos e muito fáceis de operar. Ah, e gravam vídeo em alta definição: 1.280 × 720 pixels a 30 quadros (ou mais) por segundo.

Os modelos que vimos parecem seguir a mesma receita que transformou a Flip Video, uma câmera extremamente básica e barata, em um sucesso de vendas que abocanhou 13% do mercado de vídeo doméstico nos EUA no último ano: faça apenas uma coisa, faça-a razoavelmente bem e sem nenhuma complicação.

Parece que as novas câmeras saíram da mesma forma: RCA Small Wonder (EZ209HD), Creative Vado HD e Kodak Zx1 tem design compacto, do tamanho de um maço de cigarros. Na frente há uma lente básica, sem zoom óptico. Na traseira um LCD de 2 polegadas. Os controles restringem-se a um grande botão de “Rec”, facilmente identificável, e mais alguns botões auxiliares que variam conforme o modelo. A interface é invariavelmente simples: o modelo da Kodak sequer tem texto nos menus, totalmente baseados em ícones de fácil compreensão.

Câmeras HD da Kodak: pequenas, portáteis e gravam vídeos em alta definição

Câmeras HD da Kodak: pequenas, portáteis e gravam vídeos em alta definição

Os modelos da RCA e Creative funcionam com baterias recarregáveis e autonomia para cerca de duas horas de gravação. O modelo da Kodak utiliza pilhas AA, com a mesma autonomia. A memória interna é de 2 GB (uma hora de vídeo em HD) na Small Wonder e 8 GB (quatro horas de vídeo em HD) na Vado HD. A Kodak Zx1 grava os clipes em cartões SDHC que podem ter até 32 GB, o que rende cerca de dez horas de vídeo em HD, segundo o fabricante.

As três filmadoras têm saída HDMI, para conexão direta com TVs de alta definição e se conectam ao computador via USB. Os software que acompanham as câmeras permitem a edição fácil dos vídeos, bem como seu upload para sites de compartilhamento populares, como o YouTube. Obviamente, os softwares são apenas para Windows e, sem testarmos, não é possível afirmar que o iMovie reconheça o formato de gravação dessas novas câmeras. Assim que elas chegarem ao Brasil, prometemos testes intensivos.

A Small Wonder EZ20HD chega ao mercado nos EUA no primeiro trimestre de 2009, com preço sugerido de US$ 119. A Vado HD já está à venda, por cerca de US$ 200. Já a Kodak Zx1 deve chegar às lojas em abril custando US$ 149. Para comparação, a concorrente mais próxima desses modelos, a Flip Mino HD, tem preço sugerido de US$ 200.

CES: A nova casa da Apple?

Com o anúncio surpresa feito pela Apple de que a Macworld deste ano seria sua última, muita especulação começou a circular pela internet tentando encontrar o motivo para a decisão e determinar o futuro dos eventos da empresa.

A Macworld, vale lembrar, é um evento promovido pelo IDG, grupo que publica a revista de mesmo nome, e é a maior feira voltada para a comunidade Mac no mundo. Na última década o evento se tornou famoso por conta das palestras de abertura, sempre proferidas por Steve Jobs, revelando produtos que marcaram a história da Apple e da informática em geral, como o iMac, o iBook, o AirPort, o iTunes, o iPhone e o MacBook Air.

O principal rumor era de que a Apple iria deixar a Macworld em favor da CES, uma feira muito maior que ocorre praticamente na mesma época. Com isso, evitaria dividir a atenção da imprensa, que atualmente tem de se desdobrar em duas para cobrir ambos os eventos, e conseguiria maior exposição: os jornalistas do mundo todo que cobrem a CES passariam a automaticamente cobrir também o que quer que seja o “lançamento da vez” da Apple.

O rumor não faz sentido por um detalhe: a Apple é uma das poucas empresas que não precisa correr atrás da imprensa, é a imprensa que corre atrás dela. Vejam, por exemplo, o lançamento do iPod em 2001, realizado em um evento exclusivo para poucos membros da imprensa e que teve repercussão mundial. Ou, mais recentemente, o lançamento dos novos MacBooks, em outubro de 2008.

Um evento “privado” tem custo muito menor que um estande em uma feira, além de logística muito mais simples, e a Apple ainda se beneficia de poder controlar “quem” participa, moldando o público de modo que seus anúncios tenham o maior impacto possível.

Além disso, a Apple pode agendar o lançamentos para a hora e local mais adequados, anunciando produtos quando eles estiverem realmente prontos, sem se submeter à agenda de uma feira que não está sob seu controle, ainda mais uma que acontece no início do ano e que pode frear um consumo mais voraz na época das festas. Além disso, a empresa não precisa se preocupar com a concorrência, seja a Microsoft com um novo Windows ou a Palm com um novo smartphone, tentando roubar o show.

O que pode acontecer, e de fato é até provável, é a migração dos expositores da Macworld, como fabricantes de acessórios e de software, para a CES, justamente para aproveitar a maior exposição. Eles sabem que um evento de Mac sem a Apple não atrai público, vide as feiras de Boston em 2004 e 2005, e não compensa o investimento. Mesmo o evento deste ano, que contou com a participação da Apple mas não de Steve Jobs, foi marcado pela presença muito menor do público. Em todos os lugares era possível ouvir o comentário: “nossa, isso está bem mais vazio do que no ano passado”.

O primeiro passo para essa “canibalização” da Macworld já foi dado: o iLounge, um dos sites especializados em iPod mais famosos do mundo, criou, em parceria com a CES, um espaço dedicado apenas aos acessórios para o iPod e iPhone, que são a maioria dos estandes da Macworld. E já venderam todos os espaços. A batalha entre a CEA (Consumer Eletronics Association, que organiza a CES) e a IDG já começou.

Teremos uma Macworld em 2010? Sim, o IDG até já confirmou a data. Em 2011? Difícil. Mas Apple na CES?

Mais improvável ainda.

Hackintosh, o novo Mac


A recente notícia de que a quantidade de computadores com Linux conectados à internet já foi superada pela de Hackintoshes (PCs modificados extraoficialmente para rodar o Mac OS X) é ainda mais impressionante quando se pensa que as modificações envolvem hacks pesados e muito trabalho manual para “convencer” o PC de que ele também é um Mac.

Excetuando a necessidade de montar seu PC com hardware compatível para não perder dinheiro – afinal, a principal razão para alguém montar um Hackintosh em vez de comprar um lindo Mac original é financeira –, o usuário de um computador desses ainda fica dependente de atualizações dos hacks para o sistema e não dispõe de suporte da Apple, já que um Hackintosh é oficialmente um computador perna-de-pau.

Até você ver a maçã cinza e na sequência um desktop prontinho para usar em seu monitor, lá se vão várias horas (dias?) de paciência, esforço, frustração, palavrões proferidos contra o computador e mais esforço. Não existe uma solução mágica para rodar o Mac OS X no PC com um clique do mouse, nem o milagroso EFI-X faz isso (veja na página 50).

Neste artigo, não daremos um passo-a-passo a respeito de como instalar o OS X em seu PC. Existem muitos tutoriais sobre o assunto na web. O que vamos mostrar é um “caminho das pedras”, com o básico que você precisa saber antes da empreitada, onde (e como) procurar informações e as armadilhas que você deve evitar. Com isso, você já deverá ter conhecimento suficiente para “se virar sozinho”, algo fundamental nesta jornada. Pronto? Então, mãos à obra.

Primeiros passos

Antes de colocar a mão na massa, você precisa se armar de informação, sua maior aliada. É necessário que você saiba tudo, tudo mesmo sobre seu computador. Dizer “Ah, tem um ‘chips’ de 2 ‘gigarértis’ e um gravador de DVD” não adianta. Você precisa saber fabricante, modelo e velocidade (clock) do processador, bem como fabricante e modelo exatos da placa-mãe e de todo o resto que está plugado nela. Quanto mais você souber, maiores as chances de as coisas darem certo.

Você pode obter essas informações de diversas maneiras. O método mais simples é usando o próprio Windows, no Gerenciador de Dispositivos. Vá a Iniciar > Configurações > Painel de Controle > Sistema e clique na aba Gerenciador de Dispositivos. Anote o que aparece debaixo de cada seção, como “Adaptadores de Rede” ou “Adaptadores de vídeo”.

Informações mais detalhadas podem ser obtidas com utilitários desenvolvidos especificamente para isso, como o Belarc Advisor (gratuito), que faz um levantamento completo de tudo que está em seu micro, ou o CPU-Z, que entrega todo o jogo sobre o processador e placa-mãe.

De posse de todas as informações necessárias, é hora de ver se os componentes de seu PC são compatíveis com o Mac OS X. Para isso, a comunidade do OSx86 Project criou uma lista de compatibilidade de hardware, a HCL. Ela é organizada por componentes ou máquinas prontas (portáteis e desktops), cada uma, por sua vez, organizada por fabricante. O problema é que a informação que você procura pode estar espalhada em várias listas, e uma placa que funciona no Mac OS X 10.5.3 pode não funcionar no 10.5.6. Para piorar, uma placa que funciona pode não estar listada, ou estar, porém com um nome genérico. Tenha paciência.

Qual sistema?

Existem muitas versões “adaptadas” do Mac OS X circulando pela internet. iDeneb, Kalyway, iATKOS e WindOSx86, por exemplo, são só algumas delas. Cada uma tem seus prós e contras: umas se dão bem com um tipo de processador, outras são mais genéricas e algumas são especializadas para determinado modelo de máquina, como a WindOSx86, sob medida para netbooks como o MSI Wind, Mobo White e similares.

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Qual delas usar depende de seu hardware. Na dúvida, dê uma passada nos fóruns de discussão do site Insanely Mac, organizados por tópicos como instalação, drivers, multiboot (Windows e Mac OS X na mesma máquina) e afins. Entre outras coisas, lá você pode encontrar relatos de quem já fez a instalação, o que ajuda na decisão.

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Saber inglês é essencial, mas saber se comportar ajuda mais ainda. Se precisar de alguma informação que não encontrou, abra um novo tópico com sua pergunta, mas só depois de ter certeza de que ninguém perguntou a mesma coisa antes. Seja cortês e não espere, muito menos exija, informações imediatas ou uma solução “de bandeja” para seu problema, pois você pode ser ignorado, ou, ainda pior, expulso. Caso encontre uma solução, publique a resposta no fórum com a maior riqueza de detalhes possível. Os novatos que virão depois de você agradecem.

E nunca pergunte onde baixar o Mac OS X. Anote o nome da versão que lhe parecer mais interessante e procure em seu site de P2P favorito. Com certeza você encontrará alguma coisa.

A instalação

Netbook rodando o Mac OS X: rápido e bastante estável

Netbook rodando o Mac OS X: rápido e bastante estável

A instalação do OS X em si é, no geral, mais fácil que a do Windows ou de uma distribuição Linux, mas, tal como qualquer instalação de sistema operacional, exige cuidado. Se você quer deixar o HD inteiro para o Mac OS X, não tem muito com o que se preocupar: formate o disco e pise fundo. Mas se você quer fazer dual-boot, ou seja, manter Windows e Mac OS X juntos na mesma máquina e escolher um ou outro na hora de ligar, é preciso ter um pouco de atenção.

Faça um backup de todos os arquivos que julgar importantes antes de começar a instalação. Um erro e, puf!, lá se vão eles para a terra dos bits perdidos. Não se apresse, reserve algumas horas e prossiga com calma. Tenha em mãos tanto o DVD de instalação do Mac OS X como os discos de instalação do Windows e dos drivers de seu computador, caso necessário.

Na hora de gravar o DVD com o OS X, grave em uma velocidade baixa em mídia de qualidade e ligue a verificação de gravação, para ter certeza de que todos os dados estão lá direitinho. É grande o número de instalações que dão errado por problemas no disco, e não de compatibilidade. E não faça a instalação em uma máquina essencial para seu dia-a-dia, especialmente se no lado Windows está aquele programa que é seu ganha-pão. Nesse caso, arranje um PC cobaia e divirta-se com ele.

Arrumando a casa

Por melhor que seja a versão do Mac OS X que você baixou, ela dificilmente será perfeita. É muito provável que, após a instalação, você tenha de arregaçar as mangas para aparar algumas arestas, como configuração da rede sem fio, medição de bateria ou placa de vídeo (os problemas mais comuns).

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Isso provavelmente envolve voltar aos fóruns para descobrir o que deu errado, procurar uma solução e usar o Terminal para consertar o problema. O Terminal, com suas letrinhas brancas sobre fundo preto, pode parecer assustador à primeira vista, mas não tenha medo. Siga as instruções com atenção e tudo dará certo.

Na pior das hipóteses, se você realmente fizer uma besteira, terá de reinstalar o OS X. Aproveite para ganhar experiência no processo. Você vai ver que na segunda, terceira ou quinta vez, as coisas andam muito mais rápido.

Atualização? Não, obrigado

Por fim, nunca instale as atualizações oficiais da Apple em um Hackintosh. Na verdade algumas delas são seguras (como atualizações do iWork ou iTunes), mas tudo o que tem o potencial de mexer no sistema, como atualizações de segurança ou de versão (da 10.5.5 para a 10.5.6, por exemplo), pode, e provavelmente vai, “quebrar” o sistema. Ou seja, seu Hackintosh não vai mais dar boot e você fica “trancado do lado de fora”.

Mas isso não significa que você ficará preso a um sistema defasado. Frequentemente os autores das várias “distribuições” do OS X lançam pacotes que instalam as atualizações de forma segura, sem risco para a estabilidade do sistema. Como alternativa, surgem nos fóruns instruções de como neutralizar os updates da Apple “na raça” para realizar uma atualização manual. Em ambos os casos, o resultado final geralmente é o mesmo que você obteria se instalasse as atualizações oficiais em um Mac de verdade, com os mesmos benefícios. O segredo é ter paciência.

O Hackintosh para o resto de nós?

Sentiu o tamanho do drama de ter um Hackintosh? Pois bem, pensando em facilitar a vida de todos, uma pequena companhia europeia com o insuspeito nome de Art Studios Entertainment conseguiu produzir um pequeno milagre tecnológico, batizado de EFI-X (ou, dependendo de quem fala, EFiX), que se dispõe a fazer sozinho o trabalho de conversão em PCs desktop, sem precisar de modificações de qualquer outro tipo. Ele sequestra o controle interno do funcionamento do PC, tornando-o compatível com uma instalação normal do Mac OS X 10.5 Leopard. É um conceito tão bom que até parece pegadinha.

Como ele consegue a proeza?

Tecnicamente falando, o EFI-X é um BPU (boot processing unit) com interface USB, que substitui a sequência normal de inicialização do PC via Bios por uma EFI, que é o método oficialmente usado nos Macs com processador Intel. O PC com EFI-X oferece a opção de iniciar por qualquer um dos HDs disponíveis contendo sistema operacional. Não é necessário, porém, instalar o Boot Camp, já que o EFI-X provê sua própria tela de seleção de boot. O Windows, Linux ou outro sistema previamente instalado não sofre qualquer modificação em desempenho ou em funcionalidade. A única coisa que muda é o tempo de boot, que fica mais longo.

Instalação

Primeiro, o EFI-X deve ser espetado (por meio de um cabinho extensor que o acompanha) em uma porta USB da placa-mãe de seu PC. Essa porta é reconhecível por ter duas fileiras de pinos, uma com cinco contatos e a outra com quatro. As placas-mãe de PC costumam vir com um a três desses conectores internos. Alguma coisa pode já estar plugada neles (por exemplo, um leitor de cartões de memória), o que vai levar a um rearranjo dos periféricos. Fora isso, nada precisa ser feito dentro da máquina.

O segundo passo é ligar o PC. O computador mostrará a tela de apresentação normalmente; nesse instante, você deve pressionar a tecla que invoca as configurações da Bios. Dependendo do modelo do PC, essa tecla pode ser [Delete], [F2] ou [F11].

Chegando à tela de configuração, é preciso mudar o dispositivo primário de boot para o EFI-X e salvar a mudança.

Então, em vez de carregar o sistema operacional original como faria normalmente, o PC exibe uma tela preta com um cursor de texto animado no canto superior esquerdo, durante cerca de um minuto. Após isso, surge uma tela cinza que apresenta ícones dos discos de partida disponíveis para você fazer a seleção entre eles. Além do HD original contendo o Windows ou Linux, aparecerá um com de DVD, caso o drive óptico contenha algum disco. É nesse momento que você deve ter dentro do drive o DVD do Mac OS X Leopard; selecione-o na tela. Se tudo correr bem, aparecerá um novo ícone de disco com o logo da Apple e, a seguir, o instalador do Leopard, como se tratasse de um legítimo Mac Intel.

Funciona no meu PC?

Infelizmente não temos boas notícias no aspecto obviamente mais importante, que é a compatibilidade. A lista de hardware suportado não é extensa. Os processadores AMD estão fora, e ainda não existe suporte para notebooks. Esta é a receita de bolo do fabricante para um PC compatível: placa-mãe Gigabyte ou DFI; placa de vídeo NVIDIA ou ATI; 1 GB de RAM; 1 HD separado para cada sistema operacional; Mac OS X Leopard 10.5.0 ou posterior. Pode-se rodar, também, Windows XP (FAT32), Windows Vista (32 ou 64 bits) e Linux.

Tivemos a oportunidade de espetar o EFI-X em 10 PCs novos de “grife” – Positivo, Dell, HP, Semp Toshiba, Epcom, Megaware, Microboard –, todos pré-configurados de fábrica com Windows Vista. Rigorosamente, nenhum deles aceitou o EFI-X. A maioria o ignora ou trava na tela de inicialização do dispositivo. O computador que chegou mais perto de funcionar foi o Epcom Pentium Dual Core com placa-mãe da MSI; ele só empacou na hora de carregar o DVD do Leopard (as fotos que acompanham este texto são dele).

O fracasso mais surpreendente, porém, foi o PC novo da STI com Core Quad e placa-mãe Intel, que explicitamente proíbe o boot por dispositivo USB. Chega a mostrar uma mensagem sobre isso na tela inicial. Seria uma medida de segurança ou de restrição? Algo contra o Linux em pen drive? Ou já pensando nos Hackintoshes?

A conclusão é a seguinte: por ora, o EFI-X não serve em PCs populares. Só é negócio para modders com possibilidade de fuçar em hardware, pois caso ele encontre uma configuração que funcione, gastará muito menos do que comprando um Mac de verdade. Com um pouco de experimentação, seria possível construir um PC de quatro núcleos (Quad Core) com potência muito próxima à do Mac Pro de oito núcleos mais veloz do momento, tirando proveito, sempre que possível, do overclocking e do uso de novos componentes ainda não disponíveis nas configurações oficiais da Apple.

Dá rolo com a Apple?

A empresa insiste que o EFI-X é dirigido a entusiastas de PCs personalizados – gamers, modders, overclockers, fuçadores e técnicos interessados em montar workstations parrudas para uso científico ou em produção de mídia. Essas pessoas com interesses especializados já não comprariam um Mac em circunstâncias normais, afirma a companhia.

A licença de uso da Apple proíbe expressamente a instalação do Mac OS X em qualquer coisa que não tenha sido fabricada pela Apple. Como a tarefa de obter e instalar o Mac OS X é do usuário, é sobre você, o consumidor, que recai o ônus da culpa.

A implementação técnica do produto, sem qualquer interferência no código proprietário da Apple, aparentemente manterá o fabricante do EFI-X longe dos advogados da Apple. Para se garantir ainda mais, a empresa proibiu a venda em conjunto com qualquer modelo de PC, somente como produto avulso.

Instalação do EFI-X, passo-a passo

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1 Achar um conector USB livre na placa-mãe do PC.

2 Ligar o PC, abrir a configuração da BIOS e mudar a sequência de boot para que o PC tente dar partida pelo EFI-X.

3 O cursor de texto giratório indica que o EFI-X está agindo.

4 Selecionar entre os discos de partida disponíveis; o DVD contém o Leopard.

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5 Caso o Mac OS X seja identificado, o ícone mostrará o símbolo da Apple.


EFI-X

Prós
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Contras
blafoo
Preço
US$ 240 (EUA)
Web
www.efi-x.com
www.expresshd.com

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