segunda-feira, 23 de junho de 2008

Apple Store chega ao hemisfério sul

Não foi no Brasil, muito menos nas Américas. A primeira Apple Store do Hemisfério Sul foi aberta hoje em Sydney, na Austrália. Segundo o site da revista Mac+ a loja tem 3 andares, escadas transparentes e a maior fachada de vidro de todas as lojas da Apple, com 15 metros de altura. Todo o projeto da loja - incluindo o humor dos funcionários - segue padrão Apple.

De acordo com o site macworld.com a nova Apple Store possui 125 funcionários e custou aproximadamente $ 15 milhões de dólares. Fica no número 367 da George Street, em Sydney, considerada área nobre do centro da cidade. Logo na abertura, todos os clientes foram recebidos com aplausos e muita festa pelos vendedores. O site Gizmodo Australia fez uma reportagem fotográfica acompanhando desde as horas que antecediam a abertura da loja - com as previsíveis filas de fanboys - até depois da abertura, mostrando a loja (e a rua em frente à loja) abarrotada de pessoas. Os primeiros 2500 a visitar a loja ganharam uma camiseta da Apple e outros brindes.

A loja é completa segundo os padrões das Apple Stores. Possui um Genius Bar (balcão de solução de problemas da Apple), treinamentos personalizados em grupo ou individuais, e funcionários de camiseta laranja cuja única tarefa é indicar onde ficam os produtos. Os 3 andares apresentam diferentes produtos. O térreo é dedicado aos MacBooks - todos ligados e funcionando para os clientes usarem à vontade. Há também consultores de negócios, para empresários que desejam equipar escritórios ou até mesmo comprar grandes quantidades de iPods para algum tipo de campanha com seus funcionários ou clientes.

Vários veículos ao redor do mundo noticiaram a abertura da Apple Store austral. O site AppleInsider revelou fotos e detalhes da construção - há alguns meses o mesmo site havia vazado as plantas de engenharia para a construção da loja. A página oficial da loja, no site da Apple, pode ser visitada em apple.com/au/retail/sydney.

Gates e Steve Jobs: o que seria de um sem o outro?

Bill Gates criou a Microsoft em 1975. No ano seguinte, surgia a Apple, e as duas eram companhias inovadoras no novíssimo mercado de tecnologia norte-americano. O PC mal dava seus primeiros passos junto com os primeiros Macs, em uma época em que interface gráfica era algo apenas restrito aos laboratórios da Xerox em Palo Alto, na Califórnia.
Mas, de um jeito ou de outro, Microsoft e Apple acabaram se ajudando, de algum modo. O Mac original foi lançado em 1984. Um ano depois, em setembro, o Microsoft Excel surgia em versão única e exclusiva para a plataforma da Apple, já que o Windows 1.0 acabara de ser lançado.

Entretanto, Steve Jobs deixava a Apple no mesmo 1985 da estréia do Excel. Na mesma época, um acordo inicial entre Apple e Microsoft garante que o Excel para Windows teria seu desenvolvimento atrasado para Windows em troca de uso de algumas tecnologias do Macintosh.

Nem tudo é lua de mel. O Power Point 1.0, lançado para Windows em 1987, só teria uma versão para Mac três anos depois. E a tentativa da Microsoft de criar uma nova interface gráfica no seu Windows 2.03, já com janelas sobrepostas e ícones no estilo do Mac, gerou um processo da Apple contra a empresa de Gates, alegando quebra de copyright em 1988.

O processo caminhou até 1993, mas a ação acabou se arrastando até a última apelação na Suprema Corte norte-americana. E a Apple perdeu a briga em 1995.
Mas estes são percalços históricos. Com o avanço da plataforma Windows no mundo dos PCs e o declínio da Apple no mercado de desktops - onde sobreviveu por conta da revolução do desktop publishing -, dava a impressão que Bill Gates tinha ganho a guerra.

Não é bem assim. A Apple caiu em uma época em que Steve Jobs estava distante da companhia (e enquanto isso criava a Next e investia na Pixar). Jobs voltou em 1996, quando a Apple comprou a Next para investir em um novo sistema operacional, que viria a dar origem ao Mac OS X.

Vale citar a histórica frase de Jobs para a revista Fortune: “A guerra dos PCs acabou. Fim. A Microsoft ganhou faz muito tempo.” Jobs ainda era um conselheiro - e não o CEO - da Apple quando a empresa anunciou uma parceria com a Microsoft, durante a Macworld Expo de agosto de 1997.

Gates (no telão) e Jobs diziam que agora a Microsoft investiria 150 milhões de dólares na Apple, com a garantia da continuação de desenvolvimento do pacote Office para Macs e a integração do Internet Explorer para Mac em todas as novas máquinas da Apple, além do encerramento de qualquer processo judicial pendente do passado.

A anúncio era uma forma da Microsoft “agradecer” à Apple pelo que já tinha feito (ou um modo de admitir culpa investindo na tecnologia que inspirou seu carro-chefe).

Um mês depois, Jobs vira CEO interino da Apple (cargo que manteve até 2000, quando foi efetivado como CEO), para lançar em 1998 o novíssimo e inovador iMac, sem drive de disquete e impondo um novo padrão, chamado USB, como modelo de conectividade de dispositivos.
Depois veio o iBook, que já tinha Wi-Fi, numa época em que redes sem fios ainda não tinham nome. E o iPod (que só funcionava com Macs no começo, graças a uma conexão FireWire. Depois que virou USB, ganhou o mundo e os usuários de Windows). E o Mac OS X. E o iPhone, claro.

A própria Apple diz que o Office v.X, o primeiro feito para Mac OS X, era um exemplo de aplicativo para o novo sistema operacional, que só se tornaria padrão em 2002. O acordo entre Apple e Microsoft ainda vale, renovado já algumas vezes. O Internet Explorer para Mac, entretanto, morreu em 2005, quando a Microsoft interrompeu seu desenvolvimento. Sem problemas, já que Safari e Firefox exibiam muito mais recursos para navegar na web.

Se existia ainda algum ranço entre Microsoft e Apple, a última barreira acabou em 2005, com a transição dos chips PowerPC para a plataforma x86, da Intel, que reina no mundo dos PCs.

Com isso, Macs poderiam - na teoria - rodar Windows. O boato se tornou oficial com o lançamento do BootCamp Beta (hoje integrado ao OS X) em 2006. Atualmente, o Office continua vivo no Mac, e os iPods convivem - e reinam - no mundo dos PCs com Windows. Zune? Outros fabricantes vendem mais MP3 players que a própria Microsoft.

Apesar de ser uma relação de amor-ódio, com processos, investimentos, ressentimentos e compatibilidade, a vida de Jobs e da Apple não seriam completas sem Bill Gates. Nem que a Microsoft e toda a indústria de tecnologia tenham de adaptar suas idéias ao novo mundo criado pela Apple.

domingo, 15 de junho de 2008

Compressor e Descompressor de Arquivos para Mac

O StuffIt Expander permite descomprimir muitos arquivos com extensões comuns na internet como ZIP, SIT, RAR, entre outros. Esta nova versão melhora o desempenho.
Baixe Aqui!

Flip4Mac Player

O Flip4Mac é o componente para tocar arquivos Windows Media no Quicktime e nos browsers para o Mac OS. O funcionamento é excelente e a compatibilidade aumenta a cada lançamento. Esta nova versão melhora vários aspectos visuais, de performance e traz, ainda, suporte a javascript através do plugin.
Baixe Aqui!

Melhor Programa de Torrentz para Mac

O melhor programa para download de arquivos bittorrent ganhou um importante update. A versão 0.9 traz, entre outras novidades, suporte à encriptação, menu de configuração por torrent, melhorias no uso de memória do sistema, ordenação por tracker e diversas melhorias na interface.
Baixe Aqui!

LiveQuartz Free Photo reTOUCHing for Leopard

O LiveQuartz é um editor de imagens gratuito simples que utiliza os recursos do Mac OS X de manipulação de imagens chamado CoreImage (a partir do Tiger). Ele permite utilizar layers e possui diversos filtros que podem ser aplicados à imagem. Para editar uma imagem basta arrastá-la para a área do LiveQuartz e ela será adicionada como uma nova layer.
Baixe Aqui!

Aplicações para o iPhone não podem ultrapassar os 2GB

De acordo com documentos internos da Apple publicados pelo blog "AppleInsider" as aplicações para o iPhone e iPod touch distribuídas através da App Store não poderão ultrapassar o tamanho limite de 2GB.

Para além de limitarem o tamanho das aplicações, as regras da empresa de Steve Jobs também determinam uma política de preço por escalões, informa o AppleInsider.

As aplicações que não forem gratuitas terão de ser vendidas por um preço mínimo de 0,99 dólares, enquanto que o valor máximo que os programadores poderão cobrar será de 999,99 dólares.

A Apple também irá controlar o tipo de aplicações que serão disponibilizadas na App Store.

Todos os jogos terão de vir acompanhados dos respectivos avisos parentais acerca do seu conteúdo e não serão permitidos os títulos classificados como "apenas para adultos".

sábado, 14 de junho de 2008

iPhone 3G e acordo entre Yahoo e Google movimentam mercado de ações

Na arena de internet, a grande notícia da semana aconteceu na tarde de ontem, quando Yahoo e Microsoft anunciaram o fim das conversas sobre uma suposta aliança em links patrocinados e, poucas horas depois, o Yahoo anunciou uma parceria com o Google neste segmento.

Em um comunicado, na tarde de quinta-feira (12/06), o Yahoo declarou que “em relação à compra do negócio de buscas do Yahoo proposto pela Microsoft, o Conselho do Yahoo determinou, após uma cuidadosa avaliação, que tal transação não seria consistente com a visão da companhia de convergir os mercados de buscas e anúncios, deixando a empresa sem um negócio independente de buscas, que a companhia enxerga como crítico para seu futuro estratégico.”

O acordo com o Google envolve, basicamente, a terceirização de publicidade em buscas do Yahoo para o gigante do setor. Nos primeiros 12 meses, o Yahoo espera gerar uma receita de 250 milhões de dólares a 450 milhões de dólares e prevê um potencial de 800 milhões de dólares anuais, com a aliança.

Os rumores sobre a negociação surgiram após o fechamento do Mercado de ações e os investidores se mostraram ambivalentes a respeito do fim da saga com a Microsoft. O valor da ação do Yahoo caiu 2,63 dólares (10%), fechando em 23,52 dólares na quinta-feira (12/06). Já os papéis da Microsoft subiram 1,12 dólar e fecharam a 28,24 dólares por ação, o que chegou a ser um alívio para investidores de tecnologia, que esperavam uma desvalorização das ações da empresa de Bill Gates, após a derrota para o Google.

O Google ganhou o dia, com uma valorização de 7,75 dólares em suas ações fechadas a 552,65 dólares na quinta-feira (12/06). O preço continuou a subir mesmo após o fechamento do mercado.
Logo após o lançamento do iPhone 3G, com preços bem mais baixos do que a versão atual, o temor de uma redução nas margens de lucro da Apple colaborou para uma queda de 4,03 dólares no valor das ações da Apple, cujo valor de negociação foi fechado a 181,64 dólares na segunda-feira (09/06).

No dia seguinte, entretanto, analistas divulgaram relatórios indicando que o preço reduzido do celular da Apple deve aumentar a participação de mercado da empresa de Steve Jobs. Eles também destacaram que o fim dos acordos de exclusividade com operadoras de telefonia móvel favorece uma melhor distribuição geográfica na oferta do iPhone e, consequentemente, a presença da empresa no mercado global.

Citigroup e Lehman elevaram as expectativas de preços para a Apple, na terça-feira (10/06) e as ações foram negociadas a 185,64 dólares.

Citando "potencial significativo de participação nos Mercado de telephones e computação pessoal", o banco Merrill Lynch, na quarta-feira (11/06) adicionou a Apple em sua lista “US 1”, onde são destacadas as melhores sugestões de compra de ações entre companhias norte-americanas, e reiterou a previsão de 215 dólares por ação da empresa.

O Merril Lynch também elevou sua previsão de vendas de iPhones 3G, estimando um aumento de 12% no ano fiscal de 2009, opera 22 milhões de unidades comercializadas, e de 13% em 2010, quando estima a venda de 34 milhões de iPhones no mundo.

domingo, 8 de junho de 2008

User Guide Iphone

segunda-feira, 2 de junho de 2008

'O design não é universal'

Aos 40 anos, o designer Frank Tyneski desponta como um dos grandes nomes da atualidade. De sua prancheta saíram inovações como a série
BlackBerry 7100. Um dos jurados do Idea, Tyneski conversou com o Estado em visita ao Brasil

Andrea Vialli

Quais são as tendências mais fortes do design nos dias de hoje? Estamos vivendo um momento único no campo do design. A partir da década de 1980, o fator qualidade de um produto praticamente se tornou universal. Todos os produtos concorrentes tinham qualidade similar, não importava a marca. Nos anos 1990, começamos a ver uma tendência de personalização do design - você coloca sua cor, seu toque pessoal. Hoje, as duas tendências se uniram, o que criou um campo de trabalho sem igual para o design. Hoje, todos os produtos são bonitos, são funcionais, são atraentes, e você ainda pode colocar seu toque pessoal. A nova fronteira é a chamada experiência holística do design.

E o que isso significa?
Trata-se de uma experiência holística com as marcas. Ou seja, não é só o design, ou a funcionalidade do produto que contam para o consumidor, pois essas características tornaram-se commodities. Hoje eu digo com toda certeza que o design é o grande embaixador das marcas, que precisam envolver as pessoas. A Apple tem trabalhado bem isso. Eles não vendem só o iPod, ou o iPhone, eles vendem uma experiência de conexão, de convergência.

Podemos dizer que o design está globalizado? O que funciona bem nos Estados Unidos e na Europa tende a ter o mesmo efeito em países como China, Índia ou Brasil?
Eu acho perigoso afirmar isso. O design não é universal, de forma alguma. Na minha experiência com telefones celulares, com empresas como Motorola e Kyocera, eu pude ver o quanto isso é um fato. Os países latinos, por exemplo, são muito receptivos a aparelhos coloridos. É uma cultura de celebração, que as pessoas levam para o dia-a-dia, para a comunicação, para os negócios. Nos EUA, você não consegue vender nenhum celular que não seja cinza ou preto - os consumidores racionalizam demais para ter um celular azul ou cor-de-rosa. Na indústria automobilística é a mesma coisa, os times de design das montadoras quebram a cabeça para adaptar os carros ao gosto e às necessidades locais.

Como você vê o Brasil no cenário do design? Vem algum produto ou designer à sua mente quando se fala em design brasileiro?
Vejo o Brasil como um País de grandes oportunidades para o design. Pode ser um grande exportador de design até mesmo para a Índia e a China. Os indianos são bons em arquitetura da informação, os chineses são bons em cópia. Agora, não me leve a mal, mas quando penso em design brasileiro, o que me vem à mente são as pinturas indígenas da Amazônia. Elas são lindíssimas, mas penso que talvez falte um incentivo governamental para o Brasil fazer seus designers serem conhecidos mundo afora. Quando se fala em Escandinávia, logo pensamos em móveis maravilhosos. Quando se fala em Itália, se pensa em calçados, produtos de moda. O Brasil produz muitas coisas em design, mas falta provocar uma identificação imediata.

Então faltaria uma identidade ao design brasileiro?
Certamente não falta ao Brasil o conhecimento sobre design. Como disse, o Brasil pode ser uma potência em design, pois há criatividade, efervescência. Dá para perceber isso em uma cidade como São Paulo. Mas falta tornar isso estratégico, fazer o mundo conhecer o design brasileiro. Tirar partido dessa cultura de celebração, da arte brasileira, que é rica, e também da exuberância dos materiais crus, naturais. Há uma tendência de ecodesign em que o Brasil pode ser competitivo.

Quem são os grandes nomes do design na atualidade?
Hoje os designers mais importantes estão dentro de empresas, chefiando equipes cada vez mais estratégicas. Eu mencionaria Bruce Claxton, da Motorola, Robert Schwartz, da Procter&Gamble, e Ken Musgrave, da Dell Computer. Eles estão conduzindo grandes negócios, mas pensam artisticamente.

Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Best CD Rates