A mexicana América Móvil, dona da Claro, anunciou ontem um acordo com a Apple para lançar o iPhone na América Latina, incluindo o Brasil, ainda este ano. O telefone celular ainda não é comercializado oficialmente no País, apesar de ser vendido até em lojas da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo. As duas empresas não divulgaram a data de lançamento ou o preço no Brasil.
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"Estamos muito animados em lançar o iPhone na América Latina ainda este ano", disse Jennifer Bowcock, porta-voz da Apple, por telefone, sem acrescentar mais detalhes sobre o anúncio. Para o analista Júlio Puschel, da consultoria The Yankee Group, o aparelho pode oferecer uma vantagem competitiva grande no Brasil. "Principalmente se vier com um custo mais acessível do que pelas vias não-oficiais", acrescentou. Isso pode acontecer por causa da política agressiva de subsídios para os clientes de celulares pós-pagos.
Um iPhone com memória de 8 gigabytes pode custar hoje, sem a distribuição oficial, R$ 1,7 mil no Brasil. Nos Estados Unidos, sai por US$ 300 (R$ 510). Havia especulação de que a Telefónica, que tem metade da Vivo, traria o iPhone para o País. No Reino Unido, o aparelho foi lançado pela O2, que pertence à operadora espanhola.
A América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim Helú, tem 159 milhões de clientes na América Latina, o que faz dela a maior operadora da região. A Telefónica está em segundo lugar, com 102 milhões. "O Brasil deve ser um dos primeiros países da América Latina a receber o iPhone, por causa do ambiente competitivo que existe aqui", disse o analista da Yankee Group. "A Telefónica está nas duas maiores operadoras, com a possibilidade até de fusão entre elas, e a Claro tem de estar preparada para esse cenário."
Além de 50% da Vivo, a Telefónica possui uma participação no controle da Telecom Italia, dona da TIM. A Vivo é a maior operadora celular do País, com 38,3 milhões de clientes, seguida da TIM (32,5 milhões) e da Claro (31,1 milhões).
NAVEGAÇÃO
O iPhone teve um grande impacto no mercado mundial de telefonia móvel, pela facilidade que trouxe para o uso de serviços avançados, como a navegação na internet. Recursos como a tela multitoque foram copiados por outros fabricantes. Somente no primeiro semestre, foram vendidos 1,7 milhão de iPhones no mundo. A empresa espera vender 10 milhões de unidades este ano.
A expectativa é que a Apple lance no próximo mês uma versão do iPhone que funcione em redes de telefonia celular de terceira geração (3G), que permitem o acesso à internet rápida no aparelho. Os modelos atuais são de segunda geração. A Claro lançou seu serviço 3G em novembro do ano passado. "Com o 3G, o lançamento do iPhone ficará mais coerente", disse Puschel. "Ele pode fazer com que as pessoas usem os serviços de 3G como conseqüência da compra do aparelho."
A Apple tem contratos de exclusividade com a 02, na Inglaterra e na Irlanda; com a T-Mobile, na Alemanha e na Áustria; e com a Orange, na França. A Apple normalmente recebe 10% do faturamento da operadora com o tráfego gerado pelos iPhones, oferecendo em troca dois anos de exclusividade. Na Itália, ela anunciou acordos não-exclusivos com a Vodafone, maior operadora da Europa, e a Telecom Italia, a maior do País. A Vodafone também vai vender o aparelho em outros nove países, que incluem a Índia e a Austrália. Segundo estimativa da RBC Capital Markets, a Apple deve vender 14 milhões de iPhones este ano e 24 milhões em 2009.
MOBILIDADE
10 milhões é a expectativa da Apple para a venda de iPhones neste ano em todo o mundo
1,7 milhão de aparelhos foram vendidos pela empresa no primeiro trimestre deste ano
31,1 milhões são os clientes da Claro, terceira maior operadora de telefonia móvel do País
159 milhões são os assinantes da América Móvel, dona da Claro, na América Latina, o que faz dela a maior operadora da região
"Estamos muito animados em lançar o iPhone na América Latina ainda este ano", disse Jennifer Bowcock, porta-voz da Apple, por telefone, sem acrescentar mais detalhes sobre o anúncio. Para o analista Júlio Puschel, da consultoria The Yankee Group, o aparelho pode oferecer uma vantagem competitiva grande no Brasil. "Principalmente se vier com um custo mais acessível do que pelas vias não-oficiais", acrescentou. Isso pode acontecer por causa da política agressiva de subsídios para os clientes de celulares pós-pagos.
Um iPhone com memória de 8 gigabytes pode custar hoje, sem a distribuição oficial, R$ 1,7 mil no Brasil. Nos Estados Unidos, sai por US$ 300 (R$ 510). Havia especulação de que a Telefónica, que tem metade da Vivo, traria o iPhone para o País. No Reino Unido, o aparelho foi lançado pela O2, que pertence à operadora espanhola.
A América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim Helú, tem 159 milhões de clientes na América Latina, o que faz dela a maior operadora da região. A Telefónica está em segundo lugar, com 102 milhões. "O Brasil deve ser um dos primeiros países da América Latina a receber o iPhone, por causa do ambiente competitivo que existe aqui", disse o analista da Yankee Group. "A Telefónica está nas duas maiores operadoras, com a possibilidade até de fusão entre elas, e a Claro tem de estar preparada para esse cenário."
Além de 50% da Vivo, a Telefónica possui uma participação no controle da Telecom Italia, dona da TIM. A Vivo é a maior operadora celular do País, com 38,3 milhões de clientes, seguida da TIM (32,5 milhões) e da Claro (31,1 milhões).
NAVEGAÇÃO
O iPhone teve um grande impacto no mercado mundial de telefonia móvel, pela facilidade que trouxe para o uso de serviços avançados, como a navegação na internet. Recursos como a tela multitoque foram copiados por outros fabricantes. Somente no primeiro semestre, foram vendidos 1,7 milhão de iPhones no mundo. A empresa espera vender 10 milhões de unidades este ano.
A expectativa é que a Apple lance no próximo mês uma versão do iPhone que funcione em redes de telefonia celular de terceira geração (3G), que permitem o acesso à internet rápida no aparelho. Os modelos atuais são de segunda geração. A Claro lançou seu serviço 3G em novembro do ano passado. "Com o 3G, o lançamento do iPhone ficará mais coerente", disse Puschel. "Ele pode fazer com que as pessoas usem os serviços de 3G como conseqüência da compra do aparelho."
A Apple tem contratos de exclusividade com a 02, na Inglaterra e na Irlanda; com a T-Mobile, na Alemanha e na Áustria; e com a Orange, na França. A Apple normalmente recebe 10% do faturamento da operadora com o tráfego gerado pelos iPhones, oferecendo em troca dois anos de exclusividade. Na Itália, ela anunciou acordos não-exclusivos com a Vodafone, maior operadora da Europa, e a Telecom Italia, a maior do País. A Vodafone também vai vender o aparelho em outros nove países, que incluem a Índia e a Austrália. Segundo estimativa da RBC Capital Markets, a Apple deve vender 14 milhões de iPhones este ano e 24 milhões em 2009.
MOBILIDADE
10 milhões é a expectativa da Apple para a venda de iPhones neste ano em todo o mundo
1,7 milhão de aparelhos foram vendidos pela empresa no primeiro trimestre deste ano
31,1 milhões são os clientes da Claro, terceira maior operadora de telefonia móvel do País
159 milhões são os assinantes da América Móvel, dona da Claro, na América Latina, o que faz dela a maior operadora da região
12:31
Renato Santhinon


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