segunda-feira, 23 de junho de 2008

Apple Store chega ao hemisfério sul

Não foi no Brasil, muito menos nas Américas. A primeira Apple Store do Hemisfério Sul foi aberta hoje em Sydney, na Austrália. Segundo o site da revista Mac+ a loja tem 3 andares, escadas transparentes e a maior fachada de vidro de todas as lojas da Apple, com 15 metros de altura. Todo o projeto da loja - incluindo o humor dos funcionários - segue padrão Apple.

De acordo com o site macworld.com a nova Apple Store possui 125 funcionários e custou aproximadamente $ 15 milhões de dólares. Fica no número 367 da George Street, em Sydney, considerada área nobre do centro da cidade. Logo na abertura, todos os clientes foram recebidos com aplausos e muita festa pelos vendedores. O site Gizmodo Australia fez uma reportagem fotográfica acompanhando desde as horas que antecediam a abertura da loja - com as previsíveis filas de fanboys - até depois da abertura, mostrando a loja (e a rua em frente à loja) abarrotada de pessoas. Os primeiros 2500 a visitar a loja ganharam uma camiseta da Apple e outros brindes.

A loja é completa segundo os padrões das Apple Stores. Possui um Genius Bar (balcão de solução de problemas da Apple), treinamentos personalizados em grupo ou individuais, e funcionários de camiseta laranja cuja única tarefa é indicar onde ficam os produtos. Os 3 andares apresentam diferentes produtos. O térreo é dedicado aos MacBooks - todos ligados e funcionando para os clientes usarem à vontade. Há também consultores de negócios, para empresários que desejam equipar escritórios ou até mesmo comprar grandes quantidades de iPods para algum tipo de campanha com seus funcionários ou clientes.

Vários veículos ao redor do mundo noticiaram a abertura da Apple Store austral. O site AppleInsider revelou fotos e detalhes da construção - há alguns meses o mesmo site havia vazado as plantas de engenharia para a construção da loja. A página oficial da loja, no site da Apple, pode ser visitada em apple.com/au/retail/sydney.

Gates e Steve Jobs: o que seria de um sem o outro?

Bill Gates criou a Microsoft em 1975. No ano seguinte, surgia a Apple, e as duas eram companhias inovadoras no novíssimo mercado de tecnologia norte-americano. O PC mal dava seus primeiros passos junto com os primeiros Macs, em uma época em que interface gráfica era algo apenas restrito aos laboratórios da Xerox em Palo Alto, na Califórnia.
Mas, de um jeito ou de outro, Microsoft e Apple acabaram se ajudando, de algum modo. O Mac original foi lançado em 1984. Um ano depois, em setembro, o Microsoft Excel surgia em versão única e exclusiva para a plataforma da Apple, já que o Windows 1.0 acabara de ser lançado.

Entretanto, Steve Jobs deixava a Apple no mesmo 1985 da estréia do Excel. Na mesma época, um acordo inicial entre Apple e Microsoft garante que o Excel para Windows teria seu desenvolvimento atrasado para Windows em troca de uso de algumas tecnologias do Macintosh.

Nem tudo é lua de mel. O Power Point 1.0, lançado para Windows em 1987, só teria uma versão para Mac três anos depois. E a tentativa da Microsoft de criar uma nova interface gráfica no seu Windows 2.03, já com janelas sobrepostas e ícones no estilo do Mac, gerou um processo da Apple contra a empresa de Gates, alegando quebra de copyright em 1988.

O processo caminhou até 1993, mas a ação acabou se arrastando até a última apelação na Suprema Corte norte-americana. E a Apple perdeu a briga em 1995.
Mas estes são percalços históricos. Com o avanço da plataforma Windows no mundo dos PCs e o declínio da Apple no mercado de desktops - onde sobreviveu por conta da revolução do desktop publishing -, dava a impressão que Bill Gates tinha ganho a guerra.

Não é bem assim. A Apple caiu em uma época em que Steve Jobs estava distante da companhia (e enquanto isso criava a Next e investia na Pixar). Jobs voltou em 1996, quando a Apple comprou a Next para investir em um novo sistema operacional, que viria a dar origem ao Mac OS X.

Vale citar a histórica frase de Jobs para a revista Fortune: “A guerra dos PCs acabou. Fim. A Microsoft ganhou faz muito tempo.” Jobs ainda era um conselheiro - e não o CEO - da Apple quando a empresa anunciou uma parceria com a Microsoft, durante a Macworld Expo de agosto de 1997.

Gates (no telão) e Jobs diziam que agora a Microsoft investiria 150 milhões de dólares na Apple, com a garantia da continuação de desenvolvimento do pacote Office para Macs e a integração do Internet Explorer para Mac em todas as novas máquinas da Apple, além do encerramento de qualquer processo judicial pendente do passado.

A anúncio era uma forma da Microsoft “agradecer” à Apple pelo que já tinha feito (ou um modo de admitir culpa investindo na tecnologia que inspirou seu carro-chefe).

Um mês depois, Jobs vira CEO interino da Apple (cargo que manteve até 2000, quando foi efetivado como CEO), para lançar em 1998 o novíssimo e inovador iMac, sem drive de disquete e impondo um novo padrão, chamado USB, como modelo de conectividade de dispositivos.
Depois veio o iBook, que já tinha Wi-Fi, numa época em que redes sem fios ainda não tinham nome. E o iPod (que só funcionava com Macs no começo, graças a uma conexão FireWire. Depois que virou USB, ganhou o mundo e os usuários de Windows). E o Mac OS X. E o iPhone, claro.

A própria Apple diz que o Office v.X, o primeiro feito para Mac OS X, era um exemplo de aplicativo para o novo sistema operacional, que só se tornaria padrão em 2002. O acordo entre Apple e Microsoft ainda vale, renovado já algumas vezes. O Internet Explorer para Mac, entretanto, morreu em 2005, quando a Microsoft interrompeu seu desenvolvimento. Sem problemas, já que Safari e Firefox exibiam muito mais recursos para navegar na web.

Se existia ainda algum ranço entre Microsoft e Apple, a última barreira acabou em 2005, com a transição dos chips PowerPC para a plataforma x86, da Intel, que reina no mundo dos PCs.

Com isso, Macs poderiam - na teoria - rodar Windows. O boato se tornou oficial com o lançamento do BootCamp Beta (hoje integrado ao OS X) em 2006. Atualmente, o Office continua vivo no Mac, e os iPods convivem - e reinam - no mundo dos PCs com Windows. Zune? Outros fabricantes vendem mais MP3 players que a própria Microsoft.

Apesar de ser uma relação de amor-ódio, com processos, investimentos, ressentimentos e compatibilidade, a vida de Jobs e da Apple não seriam completas sem Bill Gates. Nem que a Microsoft e toda a indústria de tecnologia tenham de adaptar suas idéias ao novo mundo criado pela Apple.

domingo, 15 de junho de 2008

Compressor e Descompressor de Arquivos para Mac

O StuffIt Expander permite descomprimir muitos arquivos com extensões comuns na internet como ZIP, SIT, RAR, entre outros. Esta nova versão melhora o desempenho.
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Flip4Mac Player

O Flip4Mac é o componente para tocar arquivos Windows Media no Quicktime e nos browsers para o Mac OS. O funcionamento é excelente e a compatibilidade aumenta a cada lançamento. Esta nova versão melhora vários aspectos visuais, de performance e traz, ainda, suporte a javascript através do plugin.
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Melhor Programa de Torrentz para Mac

O melhor programa para download de arquivos bittorrent ganhou um importante update. A versão 0.9 traz, entre outras novidades, suporte à encriptação, menu de configuração por torrent, melhorias no uso de memória do sistema, ordenação por tracker e diversas melhorias na interface.
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LiveQuartz Free Photo reTOUCHing for Leopard

O LiveQuartz é um editor de imagens gratuito simples que utiliza os recursos do Mac OS X de manipulação de imagens chamado CoreImage (a partir do Tiger). Ele permite utilizar layers e possui diversos filtros que podem ser aplicados à imagem. Para editar uma imagem basta arrastá-la para a área do LiveQuartz e ela será adicionada como uma nova layer.
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Aplicações para o iPhone não podem ultrapassar os 2GB

De acordo com documentos internos da Apple publicados pelo blog "AppleInsider" as aplicações para o iPhone e iPod touch distribuídas através da App Store não poderão ultrapassar o tamanho limite de 2GB.

Para além de limitarem o tamanho das aplicações, as regras da empresa de Steve Jobs também determinam uma política de preço por escalões, informa o AppleInsider.

As aplicações que não forem gratuitas terão de ser vendidas por um preço mínimo de 0,99 dólares, enquanto que o valor máximo que os programadores poderão cobrar será de 999,99 dólares.

A Apple também irá controlar o tipo de aplicações que serão disponibilizadas na App Store.

Todos os jogos terão de vir acompanhados dos respectivos avisos parentais acerca do seu conteúdo e não serão permitidos os títulos classificados como "apenas para adultos".

sábado, 14 de junho de 2008

iPhone 3G e acordo entre Yahoo e Google movimentam mercado de ações

Na arena de internet, a grande notícia da semana aconteceu na tarde de ontem, quando Yahoo e Microsoft anunciaram o fim das conversas sobre uma suposta aliança em links patrocinados e, poucas horas depois, o Yahoo anunciou uma parceria com o Google neste segmento.

Em um comunicado, na tarde de quinta-feira (12/06), o Yahoo declarou que “em relação à compra do negócio de buscas do Yahoo proposto pela Microsoft, o Conselho do Yahoo determinou, após uma cuidadosa avaliação, que tal transação não seria consistente com a visão da companhia de convergir os mercados de buscas e anúncios, deixando a empresa sem um negócio independente de buscas, que a companhia enxerga como crítico para seu futuro estratégico.”

O acordo com o Google envolve, basicamente, a terceirização de publicidade em buscas do Yahoo para o gigante do setor. Nos primeiros 12 meses, o Yahoo espera gerar uma receita de 250 milhões de dólares a 450 milhões de dólares e prevê um potencial de 800 milhões de dólares anuais, com a aliança.

Os rumores sobre a negociação surgiram após o fechamento do Mercado de ações e os investidores se mostraram ambivalentes a respeito do fim da saga com a Microsoft. O valor da ação do Yahoo caiu 2,63 dólares (10%), fechando em 23,52 dólares na quinta-feira (12/06). Já os papéis da Microsoft subiram 1,12 dólar e fecharam a 28,24 dólares por ação, o que chegou a ser um alívio para investidores de tecnologia, que esperavam uma desvalorização das ações da empresa de Bill Gates, após a derrota para o Google.

O Google ganhou o dia, com uma valorização de 7,75 dólares em suas ações fechadas a 552,65 dólares na quinta-feira (12/06). O preço continuou a subir mesmo após o fechamento do mercado.
Logo após o lançamento do iPhone 3G, com preços bem mais baixos do que a versão atual, o temor de uma redução nas margens de lucro da Apple colaborou para uma queda de 4,03 dólares no valor das ações da Apple, cujo valor de negociação foi fechado a 181,64 dólares na segunda-feira (09/06).

No dia seguinte, entretanto, analistas divulgaram relatórios indicando que o preço reduzido do celular da Apple deve aumentar a participação de mercado da empresa de Steve Jobs. Eles também destacaram que o fim dos acordos de exclusividade com operadoras de telefonia móvel favorece uma melhor distribuição geográfica na oferta do iPhone e, consequentemente, a presença da empresa no mercado global.

Citigroup e Lehman elevaram as expectativas de preços para a Apple, na terça-feira (10/06) e as ações foram negociadas a 185,64 dólares.

Citando "potencial significativo de participação nos Mercado de telephones e computação pessoal", o banco Merrill Lynch, na quarta-feira (11/06) adicionou a Apple em sua lista “US 1”, onde são destacadas as melhores sugestões de compra de ações entre companhias norte-americanas, e reiterou a previsão de 215 dólares por ação da empresa.

O Merril Lynch também elevou sua previsão de vendas de iPhones 3G, estimando um aumento de 12% no ano fiscal de 2009, opera 22 milhões de unidades comercializadas, e de 13% em 2010, quando estima a venda de 34 milhões de iPhones no mundo.

domingo, 8 de junho de 2008

User Guide Iphone

segunda-feira, 2 de junho de 2008

'O design não é universal'

Aos 40 anos, o designer Frank Tyneski desponta como um dos grandes nomes da atualidade. De sua prancheta saíram inovações como a série
BlackBerry 7100. Um dos jurados do Idea, Tyneski conversou com o Estado em visita ao Brasil

Andrea Vialli

Quais são as tendências mais fortes do design nos dias de hoje? Estamos vivendo um momento único no campo do design. A partir da década de 1980, o fator qualidade de um produto praticamente se tornou universal. Todos os produtos concorrentes tinham qualidade similar, não importava a marca. Nos anos 1990, começamos a ver uma tendência de personalização do design - você coloca sua cor, seu toque pessoal. Hoje, as duas tendências se uniram, o que criou um campo de trabalho sem igual para o design. Hoje, todos os produtos são bonitos, são funcionais, são atraentes, e você ainda pode colocar seu toque pessoal. A nova fronteira é a chamada experiência holística do design.

E o que isso significa?
Trata-se de uma experiência holística com as marcas. Ou seja, não é só o design, ou a funcionalidade do produto que contam para o consumidor, pois essas características tornaram-se commodities. Hoje eu digo com toda certeza que o design é o grande embaixador das marcas, que precisam envolver as pessoas. A Apple tem trabalhado bem isso. Eles não vendem só o iPod, ou o iPhone, eles vendem uma experiência de conexão, de convergência.

Podemos dizer que o design está globalizado? O que funciona bem nos Estados Unidos e na Europa tende a ter o mesmo efeito em países como China, Índia ou Brasil?
Eu acho perigoso afirmar isso. O design não é universal, de forma alguma. Na minha experiência com telefones celulares, com empresas como Motorola e Kyocera, eu pude ver o quanto isso é um fato. Os países latinos, por exemplo, são muito receptivos a aparelhos coloridos. É uma cultura de celebração, que as pessoas levam para o dia-a-dia, para a comunicação, para os negócios. Nos EUA, você não consegue vender nenhum celular que não seja cinza ou preto - os consumidores racionalizam demais para ter um celular azul ou cor-de-rosa. Na indústria automobilística é a mesma coisa, os times de design das montadoras quebram a cabeça para adaptar os carros ao gosto e às necessidades locais.

Como você vê o Brasil no cenário do design? Vem algum produto ou designer à sua mente quando se fala em design brasileiro?
Vejo o Brasil como um País de grandes oportunidades para o design. Pode ser um grande exportador de design até mesmo para a Índia e a China. Os indianos são bons em arquitetura da informação, os chineses são bons em cópia. Agora, não me leve a mal, mas quando penso em design brasileiro, o que me vem à mente são as pinturas indígenas da Amazônia. Elas são lindíssimas, mas penso que talvez falte um incentivo governamental para o Brasil fazer seus designers serem conhecidos mundo afora. Quando se fala em Escandinávia, logo pensamos em móveis maravilhosos. Quando se fala em Itália, se pensa em calçados, produtos de moda. O Brasil produz muitas coisas em design, mas falta provocar uma identificação imediata.

Então faltaria uma identidade ao design brasileiro?
Certamente não falta ao Brasil o conhecimento sobre design. Como disse, o Brasil pode ser uma potência em design, pois há criatividade, efervescência. Dá para perceber isso em uma cidade como São Paulo. Mas falta tornar isso estratégico, fazer o mundo conhecer o design brasileiro. Tirar partido dessa cultura de celebração, da arte brasileira, que é rica, e também da exuberância dos materiais crus, naturais. Há uma tendência de ecodesign em que o Brasil pode ser competitivo.

Quem são os grandes nomes do design na atualidade?
Hoje os designers mais importantes estão dentro de empresas, chefiando equipes cada vez mais estratégicas. Eu mencionaria Bruce Claxton, da Motorola, Robert Schwartz, da Procter&Gamble, e Ken Musgrave, da Dell Computer. Eles estão conduzindo grandes negócios, mas pensam artisticamente.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Pinnacle Video Transfer manda filmes direto para o iPod

Esta placa de captura bonitinha, que está sendo testada aqui no INFOLAB, transfere vídeos de qualquer fonte analógica para dispositivos de armazenamento USB, sem precisar do computador.

A Video Transfer, da Pinnacle, é uma mão na roda para quem precisa descarregar filmes de uma câmera digital, por exemplo, liberando espaço na memória. Também é uma boa para digitalizar um velho VHS.

Os vídeos são capturados no formato MPEG-4, com resolução máxima de 720 por 480. Eles podem ser colocados diretamente em um iPod ou no PSP. As interfaces são S-Video, Video Composto e áudio analógico. A única coisa doída é que o brinquedo custa 780 reais.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Dona da Claro fecha acordo com a Apple para trazer iPhone

A mexicana América Móvil, dona da Claro, anunciou ontem um acordo com a Apple para lançar o iPhone na América Latina, incluindo o Brasil, ainda este ano. O telefone celular ainda não é comercializado oficialmente no País, apesar de ser vendido até em lojas da Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo. As duas empresas não divulgaram a data de lançamento ou o preço no Brasil.

link Mais informações

"Estamos muito animados em lançar o iPhone na América Latina ainda este ano", disse Jennifer Bowcock, porta-voz da Apple, por telefone, sem acrescentar mais detalhes sobre o anúncio. Para o analista Júlio Puschel, da consultoria The Yankee Group, o aparelho pode oferecer uma vantagem competitiva grande no Brasil. "Principalmente se vier com um custo mais acessível do que pelas vias não-oficiais", acrescentou. Isso pode acontecer por causa da política agressiva de subsídios para os clientes de celulares pós-pagos.

Um iPhone com memória de 8 gigabytes pode custar hoje, sem a distribuição oficial, R$ 1,7 mil no Brasil. Nos Estados Unidos, sai por US$ 300 (R$ 510). Havia especulação de que a Telefónica, que tem metade da Vivo, traria o iPhone para o País. No Reino Unido, o aparelho foi lançado pela O2, que pertence à operadora espanhola.

A América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim Helú, tem 159 milhões de clientes na América Latina, o que faz dela a maior operadora da região. A Telefónica está em segundo lugar, com 102 milhões. "O Brasil deve ser um dos primeiros países da América Latina a receber o iPhone, por causa do ambiente competitivo que existe aqui", disse o analista da Yankee Group. "A Telefónica está nas duas maiores operadoras, com a possibilidade até de fusão entre elas, e a Claro tem de estar preparada para esse cenário."

Além de 50% da Vivo, a Telefónica possui uma participação no controle da Telecom Italia, dona da TIM. A Vivo é a maior operadora celular do País, com 38,3 milhões de clientes, seguida da TIM (32,5 milhões) e da Claro (31,1 milhões).

NAVEGAÇÃO

O iPhone teve um grande impacto no mercado mundial de telefonia móvel, pela facilidade que trouxe para o uso de serviços avançados, como a navegação na internet. Recursos como a tela multitoque foram copiados por outros fabricantes. Somente no primeiro semestre, foram vendidos 1,7 milhão de iPhones no mundo. A empresa espera vender 10 milhões de unidades este ano.

A expectativa é que a Apple lance no próximo mês uma versão do iPhone que funcione em redes de telefonia celular de terceira geração (3G), que permitem o acesso à internet rápida no aparelho. Os modelos atuais são de segunda geração. A Claro lançou seu serviço 3G em novembro do ano passado. "Com o 3G, o lançamento do iPhone ficará mais coerente", disse Puschel. "Ele pode fazer com que as pessoas usem os serviços de 3G como conseqüência da compra do aparelho."

A Apple tem contratos de exclusividade com a 02, na Inglaterra e na Irlanda; com a T-Mobile, na Alemanha e na Áustria; e com a Orange, na França. A Apple normalmente recebe 10% do faturamento da operadora com o tráfego gerado pelos iPhones, oferecendo em troca dois anos de exclusividade. Na Itália, ela anunciou acordos não-exclusivos com a Vodafone, maior operadora da Europa, e a Telecom Italia, a maior do País. A Vodafone também vai vender o aparelho em outros nove países, que incluem a Índia e a Austrália. Segundo estimativa da RBC Capital Markets, a Apple deve vender 14 milhões de iPhones este ano e 24 milhões em 2009.

MOBILIDADE

10 milhões é a expectativa da Apple para a venda de iPhones neste ano em todo o mundo

1,7 milhão de aparelhos foram vendidos pela empresa no primeiro trimestre deste ano

31,1 milhões são os clientes da Claro, terceira maior operadora de telefonia móvel do País

159 milhões são os assinantes da América Móvel, dona da Claro, na América Latina, o que faz dela a maior operadora da região

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Reprodução

Para os usuários de Mac que desejam dar uma turbinada na máquina, uma boa notícia. A Kingston Technology lançou uma série de kits de memória FB-DIMM (Fully-Buffered Dual-Inline Memory Module) especificamente projetadas e validadas para estações de trabalho Apple Mac Pro e servidores Xserve. Os kits Kingston FB-DIMM 800 MHz estão disponíveis em capacidades de 2GB, 4GB e 8 GB.

As memórias Kingston FB-DIMM 800 MHz fornecem até 25.6 GB por segundo de largura de banda com quatro canais de memória ativos, atendendo as necessidades dos mais modernos processadores Quad-Core Xeon.

O gerente de engenharia de produto da Kingston, Don Beauchamp, recomenda o upgrade de memória do Mac Pro para pelo menos quatro FB-DIMMs para permitir que o sistema rode na modalidade com quatro canais de memória. Lançados em janeiro, os novos modelos Mac Pro usam um ou dois processadores da série Quad-Core Intel Xeon 5400 (Harpertown)..


Preços
KTA-MP800K2/2G 2GB, 800MHz DDR2 FB-DIMM Kit de 2 R$ 799,90
KTA-MP800K2/4G 4GB 800MHz DDR2 FB-DIMM Kit de 2 R$ 2.199,90
KTA-MP800K2/8G 8GB 800MHz DDR2 FB-DIMM Kit de 2 R$ 4.899,90
KTA-XE800K2/2G 2GB 800MHz DDR2 FB-DIMM para Xserve Kit de 2 R$ 799,90
KTA-XE800K2/4G 4GB 800MHz DDR2 FB-DIMM para Xserve Kit de 2 R$2.799,90
KTA-XE800K2/8G 8GB 800MHz DDR2 FB-DIMM para Xserve Kit de 2 R$ 4899,90

PC World

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Apple fecha acordo com grandes estúdios para a venda de filmes pelo iTunes

A empresa de tecnologia Apple e os principais estúdios de Hollywood finalmente chegaram a um acordo que vai permitir a venda de todos os filmes lançados em DVDs e Blue-Ray pelo iTunes, programa da Apple que toca e compra músicas online. Até agora, apenas a Disney disponibilizava seus filmes para download pelo iTunes. Mas, depois do acordo anunciado nesta quinta-feira, Fox, Warner, Paramount, Sony e Universal também vão liberar suas produções para venda pela internet.

Os filmes novos vão custar US$ 14,99 no iTunes, e os de catálogo vão sair por US$ 9,99. Os compradores poderão exibir os filmes em iPods, TVs ligadas a seus computadores ou nas próprias telas de seus terminais.

O anúncio promete ser uma revolução na forma com que se comercializa filmes no mundo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Novo iMac dá uma turbinada nos games

É isso aí, galera. Agora, além de bonita a máquina da Apple também é rapidésima: sua nova versão topo de linha, que acaba de ser apresentada nos EUA, tem chip dual core de 3,06 GHz, disco rígido de 1000 gigabytes - e uma boa placa de vídeo, a GeForce 8800 GS, de 512 megas. Ou seja, finalmente vai dar para jogar games no Mac com um desempenho legal (é só instalar o Windows nele).

Bacana, gostei. Só vejo dois problemas. A tela, que continua sendo do tipo glossy (de vidro, que dá reflexo pra chuchu). E, claro, o preço: nessa configuração top, a máquina vai custar pelo menos uns 7500 reais...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Mundo masoquista

Usuários do Windows XP criaram um abaixo-assinado virtual para impedir que a Microsoft retire o sistema operacional do mercado. São mais de 150 mil assinaturas recolhidas até agora pelo blog “Save XP” (Salve o XP). A empresa já afirmou que o prazo de finalização das vendas do produto vai até junho desse ano, sem chance de prorrogação.

A idéia do blog veio do InfoWorld, site especializado em tecnologia. A página traz relatos de usuários e podcasts com entrevistas sobre o assunto. Mesmo com o fim das vendas, os usuários de Windows XP terão suporte garantido até abril de 2009.

Empresas de todos os tamanhos também disseram não ao upgrade de seus sistemas operacionais. Entre elas, a gigante IBM que se recusou a fazer a migração, optando por instalar distrubuições Linux em suas máquinas. O principal motivo do "boicote" são os problemas de compatibilidade de software e itens como periféricos. A atualização de hardware também é uma barreira, já que o novo Windows pede mais recursos da máquina do que sua versão anterior.

Para resolver o problema do consumo de recursos, a Microsoft lançou o Service Pack 1. Uma atualização responsável por diminuir a carga de memória da máquina e melhorar o “relacionamento” do sistema com outros programas.

Uma pesquisa do IDC, grupo responsável por pesquisas de mercado, aponta que 60% dos computadores domésticos no mundo utilizam o sistema. O número sobe para 70% nas empresas. As porcentagens restantes são divididas entre o Linux, Windows Vista e o Mac OSX.

Caro amigos Macmaniacos vamos fazer um abaixo assinado contrário......estou com a Microsoft e não abro....o Vista é um lixo mesmo, assim mais pessoas migram pra Apple e nossos bibelos ficam mais baratos.

Por: Renato Santhinon (CSO Grupo HSD)

Apple quer patentear comunicador instantâneo para iPhone

Um recente pedido de registro de patente feito pela Apple indica que a empresa pretende lançar seu próprio cliente de mensagens instantâneas no iPhone.

O título da proposta é “Dispositivos eletrônicos portáteis para mensagens instantâneas”, e ela aborda mecanismos para enviar, receber e exibir mensagens. A interface gráfica do usuário é similar às atuais interfaces de SMS da Apple.

Atualmente, o iPhone não tem suporte interno a mensagens instantâneas, para a tristeza de muitos usuários. A intenção de patentear essa ferramenta mostra que a Apple tem se preocupado com isso.

No lançamento do SDK do iPhone, a AOL demonstrou um cliente próprio de mensagens instantâneas, mas ele não pode rodar em segundo plano, como outros aplicativos de mensagens instantâneas costumam fazer.

O suporte para mensagens instantâneas deve se tornar essencial nos celulares. “Os usuários querem ter tudo do que dispõem no computador no aparelho móvel também”, disse o vice-presidente da Gartner, Leif-Olof Wallin.

Mas as mensagens instantâneas são uma ameaça para o SMS, para o qual o iPhone já dá suporte. “Eles podem cobrar muito mais pelo SMS”, disse Wallin.

Segundo ele, essa seria a razão de a Apple não ter colocado no mercado uma ferramenta pela qual seus usuários tanto pedem. “Mas isso não poderá ficar assim”, ele previu.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

IBM lança programa-piloto de migração para o Mac

Empresa quer livrar-se da dependência da plataforma Windows em favor de uma solução heterogênea.

“Como evidência adicional do crescente interesse pelo Mac no meio corporativo, o Research Information Services da IBM lançou programa-piloto interno concebido para estudar a possibilidade de fazer com que um significativo número de funcionários passe a usar a plataforma Macintosh. O estudo já recebeu retorno entusiástico dos participantes e está ajudando a aumentar o suporte ao Mac das aplicações comerciais da IBM”, relata Daniel Eran Dilger em artigo publicado no Roughly Drafted.

Segundo ele, cópia do resumo do programa obtida por ele revela que a IBM está trabalhando ativamente para livrar-se de sua dependência do Microsoft Windows em função de um heterogêneo futuro multi-plataforma. “‘Em sintonia com a estratégia externa da IBM de oferecer um verdadeiro ‘Open Client’ que pode ser Windows, Linux ou Mac’, observa o documento, ‘o Research IS está se concentrando em fornecer uma aplicação IBM baseada em múltiplos sistemas operacionais ao invés de estar confinada a apenas um ou outro’”.

Dilger conta que o documento do programa-piloto delineia uma série de razões para avaliar laptops MacBook Pro, da Apple, como substitutos dos ThinkPads baseados em Windows atualmente em uso pela empresa:

  • Alternativa ao Microsoft Windows
  • Menos sujeitos a problemas de segurança
  • Amplamente usados no meio acadêmico, com o qual a empresa tem ligações próximas
  • Muitos dos novos funcionários sentem-se mais confortáveis usando Mac e têm solicitado-o
  • A crescente comunidade Mac dentro da empresa acha o ambiente de desenvolvimento do Mac mais conveniente
  • Crescente aceitação do Mac como plataforma orientada a consumidor e empresas
  • Estratégia de WPLC que inclui significativos investimentos na obtenção de paridade com a plataforma Mac

“A primeira fase do programa-piloto ocorreu de outubro de 2007 a janeiro de 2008, com a distribuição de 24 MacBooks Pro a pesquisadores em diferentes localidades da área de pesquisa da IBM. (…) Quando perguntados se preferiam manter seus MacBooks ou voltar a usar os ThinkPads aos quais estavam habituados, apenas três escolheram o ThinkPad. O resto decidiu manter o laptop Mac”, conta Dilger.

Mais detalhes, incluindo declarações dos pesquisadores sobre seus Macs, planos de expansão da IBM para o programa em 2008 e mais, no artigo completo de Dilger.

domingo, 20 de abril de 2008

Suicide Girls de papel morreu na praia


Há um ano o site Suicide Girls lançava a sua versão em revista.

A transição do online para o offline não foi vitoriosa. A publicação durou apenas dois números. A idéia de investir em conteúdo mobile teve mais sucesso.

Caminho parecido ao da Playboy, que, na semana retrasada, lançou a iPlayboy, uma aplicação para iPhone.

Parece que Adam Curry, um dos criadores do formato podcast, estava certo quando em 2005 disse que, no futuro, o “personal porn” via celular teria mais sucesso.


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Rápidos, HDs supergrandes transferem um DVD em menos de 50 segundos

As taxas de transferências dos HDs avaliados pelo UOL Tecnologia, das marcas Samsung (HD501LJ, de 500 GB; HD753LJ de 750 GB; e HD103UJ, de 1 TB) e Seagate Barracuda (ST3500641AS, de 500 GB; ST750604AS, de 750 GB; e ST31000340AS, de 1 TB), foram avaliadas com o programa de benchmark HD Tune 2.5.5.

Este programa simula no HD gravações e leituras dos discos durante um período de tempo e, depois, além de verificar o tempo de acesso, mostra quais foram as taxas mínimas e máximas de transferência.

O resultado dá origem a uma média de transferência.

Quanto mais alta é a taxa, melhor é o desempenho do HD.

A maior taxa de transferência média foi a do HD de 1 TB Samsung, que fez 97.1 MB/s. Se o componente fosse utilizado na transferência de um DVD, cuja capacidade é de 4,7 GB, levaria menos de 50 segundos para realizar a tarefa.

Já a menor taxa de transferência foi do HD de 500 GB Seagate, com média de 36.6 MB/s.

Veja, abaixo, a tabela completa.

TAXA DE TRANSFERÊNCIA DOS HDS | Mínima | Máxima | Média
Samsung 500 GB37,889.963,4
Samsung 750 GB42,8104,445,7
Samsung 1 TB59116,797,1
Seagate 500 GB17,857,136,6
Seagate 750 GB37,878,463,4
Seagate 1 TB39,595,772,9

Já o melhor tempo de acesso ao disco foi do HD de 1TB da Seagate, com 13,1 milissegundos. O HD de 500GB da Seagate também teve o tempo de acesso mais alto, marca atingida com 17,3 ms. Neste item, quanto menor a taxa melhor o desempenho.

Veja, abaixo, a tabela completa.

TEMPO DE ACESSO AO DISCO
Samsung 500 GB14,6 ms
Samsung 750 GB13,9 ms
Samsung 1 TB14,1 ms
Seagate 500 GB17,3 ms
Seagate 750 GB14,4 ms
Seagate 1 TB13,1 ms

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Apple lança Aperture 2.0.1 Update

A Apple lançou Aperture 2.0.1 que resolve problemas relacionados com a performance e establilidade.
O update é recomendado a todos os utilizadores do Aperture.
Este Update inclui correcções que afectam as seguintes areas:

  • upgrade de libraries de versões anteriores
  • publicação de Web Gallery albums via .Mac
  • Creação e ordenação de Books
  • suporte AppleScript
  • Custumização dos atalhos do teclado

entre outros.
Corrige tambem um numero de pequenos erros como:

• Loupe
• Smart Albums
• All Projects View
• Straighten Tool
• Filmstrip
• Drag and drop import
Thumbnail generation
• Import window
• Export plug-in reliability

Novo Chip capaz de armazenar meio milhão de musicas.

Com este novo chip irá ser possivel um leitor de MP3 como o iPod armazenar até meio milhão de musicas ou 3.500 vídeos. O iPod de 160Gb actual suporta até 40 mil músicas. O Chip tambem estará disponivel para telemoveis e outros aparelhos electronicos.

Os cientistas explicaram que o chip usa menos energia, custa menos para ser produzido, funciona durante semanas sem necessidade de ser recarregado e é praticamente inquebrável pois não tem partes soltas, o chip lê 16 bits de dados através de um único transistor, o que o permite ler e escrever informação até cem mil vezes mais rápida que as memórias flash actuais.

Chamada de "racetrack", esta memória utiliza o movimento giratório dos eléctrões para armazenar dados, uma tecnologia conhecida como "spintronics" ao qual o estudo valeu aos cientistas Albert Fert e Peter Grunberg o prémio Nobel de Física o ano passado.

Memória de telefone japonês equivale a de três iPhones



Smartphone apresentado pela Willcom tem 40 GB e tela de cinco polegadas.
Aparelho roda o sistema operacional Windows Vista e será lançado em junho.
A empresa japonesa de telefonia Willcom apresentou nesta segunda-feira (14) um smartphone que quase triplica a capacidade máxima de armazenamento do iPhone: 40 GB, contra 16 GB do telefone multimídia da Apple. Outro atrativo do aparelho chamado D4 é o tamanho da tela, que tem cinco polegadas. A novidade, no entanto, fica para trás no quesito peso. Com 470 gramas, ele equivale a mais de três iPhones, que pesam 135 gramas cada.
O aparelho D4, que utiliza tecnologia da Sharp e é o primeiro a adotar o chip Centrino Atom, da Intel, roda o sistema operacional Windows Vista. O lançamento no Japão está previsto para junho, por US$ 1,2 mil.

Apple com novos MacBook e MacBook Pro.

A Apple vez um update ao seus portateis, MacBook e MacBook Pro, agora com o novo processador Intel Core 2 Duo, maiores disco rigidos e 2gb de memória na maioria dos modelos. Em adicção, o MacBook Pro inclui a novissima NVIDIA 8600 com 512mb, o inovador sistema multi-touch aplicado agora no trackpad, primeiro introduzido no MacBook Air.

Todos os MacBooks incluem a camara iSight incluida, o adaptador de corrente MagSafe que se disconheca quando sobre “pressão”, wireless 802.11n para 5 vezes mais performande e 2 vezes mais alcance que a 802.11g.

O Novo MacBook Pro inclui a mais recente tecnologia Intel Core 2 Duo até 2.6Ghz, com 6Mb de cache partilhada L2, 4 GB DDR2 a 667Mhz e até 300Gb de disco rigido, mais uma NVIDIA GeForce 8600M GT com 512Mb, teclado retroilumindadom e trackpad multi-touch.

MacBook Pro com drive Blu-Ray

A Apple nunca foi de alianças, coligações ou outro tipo de grupos industriais. Em 2005 a Apple juntou-se a Blu-Ray Association prometendo ajudar a divulgar o formato de alta definição e depois acabou por não fazer nada.

Apesar de se ter conhecimento que os consumidores estão ansiosamente a espera de uma maneira de gravar os seus dvd’s de alta definição, mas aparentemente não estão muito ansiosos em meter drives de Blu-Ray nos seus Macs.

Dada a guerra pelo formato de alta definição, a hesitação da Apple é justificada, mas agora com a Toshiba a finalmente render o seu formato HD ao Blu-Ray, esta reluntancia pode finalmente acabar. E com outros membros da associação como a HP e a Dell a oferecer nos seus equipamentos o Blu-Ray, a decisão pode estar eminente.

Porta USB especial para a Superdrive do MacBook Air

Ao que parece o processador do MacBook Air não é o unico “ser” especial no novo portatil da Apple.

A Superdrive externa do MacBook Air só é compativel, pelo menos por enquanto com o MacBook Air, pois a drive do Air necessita de uma porta USB especial, uma vez que a Drive externa não tem qualquer conector de alimentação extra a não ser o USB a Apple aumentou a especificações do USB do MacBook Air a fim de fornecer energia suficiente ao aparelho.
Em computadores normais, com as portas USB Standard não será possivel ligar a drive pois não fornecem energia suficiente.

Apple Lança QuickTime 7.4.1 para Mac e Windows

A Apple lançou hoje a nova actualização do QuickTime 7.4.1 para Mac e Windows. A actualização resolve erros de segurança e melhora a compatibilidade com aplicativos de terceiros.QuickTime 7.4.1 está disponivel via Software Update e através dos ficheiros de intalação.

Mais informação e Link de Download aqui:
QuickTime 7.4.1 for Leopard (55.5MB)
QuickTime 7.4.1 for Tiger (51.7MB)
QuickTime 7.4.1 for Panther (50.4MB)
QuickTime 7.4.1 for Windows (22.3MB)

domingo, 13 de abril de 2008

Baixe vídeos do YouTube no formato MP4 com o uso de um simples bookmarklet

A novidade de vídeos com maior qualidade no YouTube trouxe outro aspecto positivo que agradará a muitos de vocês. Com o uso um simples bookmarklet, é possível baixá-los para a sua máquina diretamente no formato MP4, ao contrário do antigo FLV — claro, apenas em vídeos que já estejam disponíveis em alta-resolução (usarei, mais uma vez, o filme do cachorro skatista para exemplificar o processo).

A idéia consiste no uso da dica de adicionar um código no final da URL dos vídeos, neste caso &fmt=18. O formato da URL de download é basicamente o seguinte:

http://www.youtube.com/get_video?video_id=ID&t=SIGNATURE&fmt=18

Onde ID é o valor de identificação do vídeo e SIGNATURE é um valor que impede que usuários baixem vídeos de forma automatizada, simplesmente sabendo seu ID. Este endereço pode ser obtido via o código-fonte das páginas de vídeos do YouTube, mas há uma forma de gerá-lo automaticamente.

Para isto, utiliza-se um bookmarklet:

[ Baixar vídeo do YouTube ]

Se você estiver usando o Firefox, Safari ou Opera, basta arrastar o link acima para a barra de favoritos do navegador. No caso do Internet Explorer, clique com o botão direito sobre o link e mande salvá-lo em seus favoritos.

Quando quiser baixar um vídeo, clique no bookmarklet. Uma nova opção de download do filme aparecerá logo abaixo do código de incorporação (embed) do vídeo:

Como o YouTube não define um tipo MIME correto, não clique direto sobre o link. Ao invés disso, clique com o botão direito do mouse (ou com Ctrl pressionada) e selecione “Download Linked File As…” (ou “Save Link As…” ou coisa parecida) para abrir a caixa de diálogo de salvar. Certifique-se de definir um nome para o vídeo e que sua extensão seja .MP4.

Apesar deste processo não ser nada complicado, já existe um script para o Greasemonkey que adiciona o link de download automaticamente às páginas dos vídeos. É preciso, evidentemente, ter a extensão GreasemonkeyTools » Preferences » Advanced » Content » JavaScript e selecionar o diretório onde você colocará o script baixado. instalada no Firefox. No caso do Opera, basta ir em

Esse tipo de prática pode quebrar as políticas de uso do YouTube, mas os scripts simplesmente baixam arquivos usados pelo seu player — que também podem ser encontrados no cache do seu navegador. Não se surpreenda se os caras logo acharem uma forma de barrar a dica apresentada neste artigo. Enquanto isso, aproveite!

Apple lança Final Cut Server

A Apple anuncia o lançamento do Final Cut Server, software para o gerenciamento de mídia e automação de workflow. Aplicativo escalável, a solução cataloga automaticamente grandes coleções de mídia, permitindo a pesquisa em diferentes discos e volumes SAN.

A ferramenta, que pode ser usada tanto a partir de um PC quanto de um Mac, cataloga mídia automaticamente e gera thumbnails, quadros de pôster e clipes de proxy em baixa-resolução para navegação rápida no formato especificado pelo usuário. Assim, realiza pesquisas que se entendem de palavras-chave até combinações complexas de metadados IPTC, XMP e XML.

O Final Cut Server já está no mercado, através dos revendedores autorizados Apple, por um preço sugerido de R$ 1.799 para servidores com licença para 10 clientes. Para número ilimitado de licenças, o custo fica em R$ 3.599.

Nokia prepara resposta para o iPhone

Batizado de Tube, aparelho será o primeiro da companhia finlandesa com tela sensível ao toque, e suportará Java, algo que a Apple reluta em permitir ao iPhone.

A Nokia continua trabalhando naquele que chama de “Tube”, e que seria sua resposta para o iPhone, da Apple, segundo informou um executivo da empresa finlandesa.

Apresentado em um slide durante a conferência para desenvolvedores Data Developer Relations Conference, que acontece em Redwood City, na Califórnia, o Tube tem a aparência semelhante à do iPhone. O equipamento da Nokia apresentou displays gráficos, como uma ação de divulgação do filme Shrek Terceiro. Outros recursos do aparelho em desenvolvimento incluem a capacidade de fazer o upload de fotos.


Sete licões da Apple

SÃO PAULO - A chegada do iPhone ao mercado americano é a mais nova tacada de uma companhia que se transformou num ícone do capitalismo. O que aprender com a surpreendente empresa comandada por Steve Jobs.

Há dez anos a Apple não passava de uma fabricante de computadores combalida. Com prejuízos seguidos, seu principal produto - o Macintosh - era vendido apenas para designers ou viciados em tecnologia. Ao longo de uma década, período relativamente curto mesmo para um setor frenético como o de tecnologia, a empresa passou de obsoleta a vanguardista, de companhia de nicho a fabricante de produtos de massa, de marca enfraquecida a ícone de modernidade e sucesso. A chegada do iPhone às lojas americanas no dia 29 de junho é mais um evento de coroação dessa dramática transformação. Apresentado pela primeira vez em janeiro, o aparelho - um misto de telefone celular, tocador de músicas e vídeos digitais e computador de bolso - tornou-se objeto de desejo seis meses antes de aterrissar nas prateleiras. Assim como outros produtos da Apple, o iPhone é muito mais que uma obra de inovação. Ele é o resultado de um planejamento meticuloso, que inclui parcerias com fornecedores exclusivos, centenas de patentes para proteger o produto de uma concorrência sempre voraz e um esforço brutal para entender os desejos do consumidor. Se não bastasse tudo isso, o iPhone é bonito e conta com Jobs, uma mistura de empresário com executivo e astro pop, como garoto-propaganda. Aos 52 anos de idade, o fundador da Apple teve uma vida que renderia filme em Hollywood - abandonado pela mãe num orfanato, adotado por uma família de classe média baixa, aluno brilhante e rebelde, criador de uma empresa no Vale do Silício aos 20, expulso de sua companhia aos 31, salvador do negócio aos 40, midas aos 50. "Steve Jobs não é um inovador", afirmou o filósofo Ted Nelson, uma das maiores autoridades do mundo em internet. "Ele é um excelente diretor. As pessoas mostram dezenas de coisas a ele. Jobs sabe enxergar quais são as mais inovadoras e monta um belo filme." Em 2007, o "belo filme" dirigido por Jobs deve gerar receitas da ordem de 23 bilhões de dólares e lucros na casa dos 3 bilhões de dólares.

A figura midiática e genial de Jobs no centro da Apple pode dar a impressão de que a fórmula de seu sucesso jamais poderá ser reproduzida. Não é assim. A Apple oferece uma série de lições que podem ser seguidas por empresas de todos os setores, tamanhos e origens. "O cuidado de Jobs em estabelecer seu espaço no mercado é simplesmente fenomenal. Precisamos aprender isso", disse recentemente o italiano Sergio Marchionne, presidente mundial da Fiat. Tal como a Toyota, que se tornou referência internacional de eficiência, a Apple é hoje modelo para o mundo dos negócios. A seguir, suas sete principais lições.

1 - Transforme os clientes em devotos

"Muitas empresas falam da importância dos clientes, mas sua prática não condiz com o discurso. Aqui, o cliente é a primeira, a segunda e a terceira prioridade", disse a EXAME Carlos DeVries, diretor-geral da Apple para a América Latina. Com essa frase, DeVries sintetizou a obsessão da empresa em nunca perder de vista o que seus consumidores querem. Isso está profundamente enraizado na cultura da companhia. Durante quase 1 hora de conversa via iChat, o software de videoconferência da Apple, DeVries usou a palavra "cliente" em todas as respostas, independentemente da pergunta. O que a Apple faz de diferente é enxergar as tendências de comportamento, juntar os pontos e lançar produtos de alta qualidade que preencham um buraco. Foi assim com o iPod. O consumidor já baixava suas músicas pela internet. O consumidor queria mobilidade. O consumidor desejava escolher a própria seleção de canções. E queria fazer tudo isso de forma simples. Resultado: mais de 100 milhões de iPods já foram vendidos no mundo.

Uma das melhores maneiras de aproximar-se da clientela foi abrir lojas próprias. Em 2001, logo após o estouro da bolha da internet, quando a Apple anunciou que se tornaria também uma varejista, a reação geral foi de espanto. Alguns analistas previram que era questão de tempo para que a Apple se desse conta do erro e fechasse as lojas - não sem antes comprometer o balanço financeiro. Mas a empresa entendeu o comportamento de seus clientes melhor que os bem pagos financistas de Wall Street poderiam prever. Suas lojas transformaram-se em verdadeiros templos onde os fiéis podem adorar a marca. Equipes de especialistas bem treinados explicam o funcionamento de cada aparelho, prontos a tirar as dúvidas dos aficionados - e a seduzir uma nova legião de admiradores. No primeiro trimestre de 2007, quase 22 milhões de pessoas passaram pelas lojas da Apple. No período, os 180 pontos-de-venda garantiram à empresa um lucro de 200 milhões de dólares e, de quebra, serviram como uma espécie de termômetro para avaliar o comportamento da clientela.

Esquecer que o cliente é a razão da existência de qualquer companhia é um erro mais comum do que muitos imaginam. Grandes casos de sucesso sofreram abalos no exato momento em que os ouvidos dos executivos ficaram surdos ao apelo dos consumidores. A Coca-Cola, por exemplo, menosprezou uma tendência de consumo e depois se viu ameaçada pela concorrência. Enquanto a rival PepsiCo investia em bebidas mais saudáveis, como chás e isotônicos, a Coca demorou para embarcar na onda. Como resultado, em dezembro de 2005 a Pepsi ultrapassou a Coca em valor de mercado, alcançando 98,4 bilhões de dólares. Pressionada, a Coca acabou tendo de correr para adquirir empresas de bebidas saudáveis, como a americana Glaceau - e conseguiu reassumir a liderança em valor de mercado. No Brasil, a Embraer é um dos melhores exemplos do risco que corre uma empresa que coloca os próprios engenheiros à frente do consumidor. Por décadas seus aviões foram desenhados com base em desejos e suposições de técnicos considerados brilhantes -- e não no que os compradores estavam dispostos a adquirir. Depois de privatizada, no início da década de 90, a empresa decidiu investir no ERJ-145, um jato de médio porte, desenhado de acordo com as necessidades do mercado global. Foi o início de uma virada que levaria uma empresa quase falida à liderança mundial em seu segmento.

2 - Não deixe a burocracia matar o sonho

Qual a primeira imagem que vem à mente quando alguém cita a Apple? Se uma seqüência de máquinas com design sofisticado acabou de desfilar por sua cabeça, você não está sozinho. Há décadas, a Apple consegue desenvolver produtos com visual de vanguarda, desses que merecem ser pendurados nas paredes de um museu de arte contemporânea - não é à toa que o artista pop Andy Warhol dedicou algumas telas ao Macintosh. Esse talento provoca admiração - e até uma pontinha de inveja - em empresários de todo o mundo. "Eu gostaria muito de ter o gosto de Steve. A forma como ele faz as coisas é diferente", admitiu Bill Gates durante um recente encontro com seu rival.

Em muitas companhias, a aparência dos produtos é tratada como mais uma etapa em seu desenvolvimento. Na Apple, o design é o ponto de partida e a base de tudo. Uma declaração de Jobs sintetiza o erro mais comum cometido pela maioria das organizações: "O que acontece nas outras empresas é que os designers vêm com uma grande idéia, mas os engenheiros dizem que não podem fazer aquilo. E então o produto fica pior. Aí o projeto é levado ao pessoal de manufatura, que também diz que não pode construir aquilo. E então o produto fica muito pior". Na Apple, esse ciclo simplesmente não existe. E é aí que está uma de suas grandes lições. O sistema não permite que boas idéias sejam assassinadas. O iPhone começou a nascer quando Jobs teceu o conceito de que em dispositivos portáteis, onde a área livre é escassa, não fazia sentido ocupar um espaço tão nobre com um teclado. A partir daí, os engenheiros e técnicos da Apple tiveram de fazer o impossível para que sua visão se tornasse realidade. O iPhone que está chegando aos consumidores americanos tem um único botão em seu design minimalista. Com ele, o usuário chama um teclado virtual na tela sensível ao toque. "A Apple sabe o valor do bom design e da aparência. Isso faz de seus produtos mais do que apenas computadores ou tocadores de música digital. Faz deles objetos de desejo", diz John C. Dvorak, analista da indústria de tecnologia nos Estados Unidos.

Muitas outras empresas acordaram para essa necessidade. No final de 2004, a Philips lançou uma diretriz mundial que colocou o conceito de "simplicidade" no centro de sua estratégia. Sérgio Camargo, diretor de marketing da Philips para a América Latina, explica que a decisão surgiu da necessidade de criar uma identidade para a empresa, algo com o qual os clientes associassem a marca imediatamente. Para materializar o conceito, todos os produtos têm de se apoiar em três pilares: atender a uma necessidade real, ser inovador e fácil de usar. Todos na empresa devem seguir obsessivamente essas três metas. "As grandes empresas finalmente entenderam que o sucesso da Apple deve-se a um brilhante design industrial. Microsoft, Sony e Samsung são as companhias mais conhecidas que estão tentando copiar a Apple neste momento", diz Tim Bajarin, analista que acompanha a Apple desde os anos 80 e que atualmente dirige a consultoria Creative Strategies, na Califórnia.

3 - Aposte na inovação de resultados

Uma pesquisa feita pela consultoria Booz Allen Hamilton mostra que, entre as 1 000 empresas no mundo que mais injetam dinheiro em pesquisa e desenvolvimento, a Apple aparece apenas na 138a posição, com investimentos de 534 milhões de dólares. A primeira da lista, a Ford, investe 16 vezes mais. Mas quando foi mesmo a última vez que um lançamento da Ford revolucionou o mercado? Até se comparado a empresas de tecnologia, o investimento da Apple nessa área é razoavelmente modesto. A Microsoft, por exemplo, gasta 11 vezes mais em P&D. Um dos segredos da Apple para fazer mais com menos é definir prioridades e gastar suas balas em projetos superselecionados. "Estamos focados no mercado de consumo. Não atiramos para todos os lados. Sabemos que uma empresa não pode ser boa em tudo", diz DeVries. Num período de seis anos - entre 2001 e 2007 -, a Apple lançou apenas dois grandes produtos: o iPod e o iPhone. O primeiro transformou a história da empresa. O segundo é uma promessa que vem balançando o mercado.

A dificuldade de equilibrar inovação e eficiência é uma das explicações da atual crise de identidade da americana 3M, considerada por muitos anos um modelo de criatividade. Hoje, a empresa, que ficou famosa por lançar o Post-it, parece ter perdido parte de seu vigor criativo. Em 2004, a 3M apareceu como a companhia mais inovadora do mundo, segundo pesquisa do Boston Consulting Group. No levantamento que a consultoria fez neste ano, a empresa havia caído para a sétima posição - a líder é a Apple. Por anos, a 3M foi acusada de gastar tempo e dinheiro numa infinidade de projetos que não levavam a lugar algum. A partir de 2001, Jim McNerney, egresso da GE, tentou colocar método nesse processo, adotando o Seis Sigma. O sistema travou. O atual presidente, George Buckley, vem tentando recuperar a criatividade perdida. A Apple conseguiu achar o meio do caminho. Seus funcionários estão longe de ser um bando de cientistas malucos trabalhando por conta própria, descomprometidos com o resultado final. O processo de criação de seus produtos exige o envolvimento de todos - designers, engenheiros, responsáveis pelo software e pelo hardware - ao mesmo tempo. Formar grandes equipes multidisciplinares garante que toda a empresa caminhe na mesma direção. "A pesquisa sempre foi vista como algo sem regra. Não é bem assim. As empresas precisam trabalhar no processo de inovar. É o que a Apple faz", diz Sérgio Lozinsky, vice-presidente da consultoria Booz Allen.

4 - Não reinvente a roda. Melhore

Nem todas as maravilhas tecnológicas da Apple são fruto de desenvolvimento interno. Muito se deve à arte de reconhecer o valor de invenções de terceiros e juntar essas tecnologias em um projeto que extrai o melhor delas. A Apple trabalha como se montasse um quebra-cabeça. Com o primeiro Macintosh, lançado em 1984, a empresa aproveitou inovações realizadas por outras empresas e que já estavam disponíveis, como o mouse e a interface gráfica, e as empacotou num projeto realmente revolucionário, que fundou a base da computação pessoal tal como a conhecemos hoje. Nem mesmo o maior sucesso da história da Apple, o iPod, foi completamente inventado na empresa. Já havia tocadores de música digital no mercado quando o aparelho da Apple foi lançado - só que nenhum deles era tão bonito e fácil de usar quanto o desenvolvido pelo pessoal de Jobs. Além de simplificar e acelerar o trabalho, esse processo de inovação da Apple ajuda a baixar os custos em inovação. "A Apple não é uma companhia orientada à pesquisa na antiga acepção do termo", diz Dvorak. "Por isso, sua forma de atuação já foi descrita como uma agência de publicidade integrada verticalmente."

5 - Blinde-se contra a concorrência

Existe uma razão concreta para que até hoje não tenha surgido um tocador de música digital que faça frente ao iPod - e não é porque ninguém jamais tentou produzir um. Também é fácil explicar por que o iPhone ainda não foi copiado, apesar de ser sido apresentado ao mercado há seis meses. A Apple tem uma receita para afastar a concorrência: patentes e fornecedores exclusivos. O iPhone, por exemplo, é uma pequena maravilha tecnológica que envolve nada menos do que 200 patentes próprias, protegidas por 17 anos. Se alguém quiser fazer algo parecido, terá de começar do zero. "A Apple usa uma brilhante estratégia de delimitar seu território por meio de patentes. É como num jogo de xadrez: ela cerca as partes principais, e os concorrentes não conseguem se mexer", diz Fernando Reinach, presidente da Votorantim Novos Negócios e um dos mais respeitados cientistas brasileiros. Além disso, a Apple exerce um controle quase opressivo sobre as empresas que fornecem os componentes e montam seus produtos. Um exemplo é um acordo com a Toshiba, fabricante dos discos rígidos do iPod. A Apple negociou a compra de toda a produção da companhia por um ano e meio. Dessa maneira, conseguiu desconto pelo volume ao mesmo tempo que fechou as portas para a concorrência. Além da qualidade e da exclusividade, os fornecedores da Apple são proibidos de falar sobre seus contratos. Procurada por EXAME, a subsidiária da Toshiba nos Estados Unidos limitou-se a dizer, por meio de sua assessoria de imprensa, que não pode se pronunciar sobre o assunto devido a acordos de confidencialidade. A Apple é, aliás, uma notória caixa-preta, a ponto de Jobs proibir a divulgação dos nomes de sua equipe de designers para evitar assédio da concorrência.

6 - Destrua seu negócio e reinvente-o

Se uma empresa não for capaz de perceber as novas tendências e mudar, perderá terreno para um competidor menos rígido. Embora preserve seu DNA e sua cultura, a Apple não é a mesma companhia fundada 31 anos atrás. O melhor símbolo dessa metamorfose aconteceu em janeiro deste ano: a palavra Computer foi retirada do antigo nome. Restou somente Apple. A mudança não é retórica. Significa que a companhia deixou de ser apenas uma fabricante de computadores para assumir uma posição de liderança nas indústrias de eletrônicos de consumo, música, software e - por que não? - telefonia. "A necessidade dos clientes muda muito rápido. O que é certo hoje pode ser errado amanhã e ninguém pode se acomodar", diz DeVries.

O iPhone sintetiza essa capacidade de renovação constante da Apple. Embora seja inevitável que o novo produto fique com uma parte das vendas do iPod - afinal, é um telefone celular que também toca música -, a empresa preferiu devorar uma fatia do próprio mercado antes que algum concorrente o fizesse. Paralelamente, a Apple também tem quebrado dogmas (quase) sagrados na fabricação do já clássico Macintosh. Primeiro, trocou os processadores da Motorola e da IBM, que há décadas são o coração de seus computadores, pelos processadores da Intel - eterna parceira da Microsoft. Depois, passou a vender suas máquinas com um software que permite rodar também Windows. Resultado: as vendas de Mac cresceram 30% nos Estados Unidos em 2006, mais do que qualquer outro tipo de computador pessoal.

Talvez seja essa capacidade de mudança que tenha faltado à Dell. Nos anos 90, a empresa era um dos casos de sucesso empresarial mais estudados graças a seu inovador modelo de vendas diretas e sua eficiência de logística. Porém, a Dell não soube responder quando sua fórmula começou a apresentar sinais de desgaste - e não aproveitou a festa da recente explosão da venda de computadores no varejo. Engessada, assistiu à HP tornar-se a maior vendedora de PCs do mundo. Para voltar à disputa, em janeiro, Michael Dell, o fundador da empresa, reassumiu seu comando. Uma espécie de reedição do que aconteceu com a própria Apple.

7 - Tenha um bom garoto-propaganda

Steve Jobs é hoje um dos executivos mais cultuados do planeta. Invariavelmente trajando calças jeans e camiseta preta, costuma fazer apresentações que mais parecem shows. Gênio precoce, fundou a Apple com apenas 21 anos e tornou-se uma celebridade instantânea. Nos anos 80, devido a disputas de poder internas, foi chutado da própria empresa. Quando voltou ao comando, em 1997, a Apple estava reduzida a uma empresa de nicho, cujos produtos só interessavam a designers e aficionados de tecnologia. Os prejuízos se sucediam. Jobs virou os gráficos de receita, lucratividade e preço das ações de ponta-cabeça. "Ele é essencial para o sucesso da Apple. Sozinho, confere à empresa pelo menos outros 20 bilhões de dólares em valor graças a seu olho clínico para estilo e à sua insistência em chegar à perfeição", diz Bajarin, da Creative Strategies. Apesar do jeitão arrogante e excêntrico, Jobs se transformou no melhor garoto-propaganda que a Apple poderia ter (e a vitória contra um câncer de pâncreas, em 2004, ajudou a forjar a imagem de um homem aparentemente invencível). O lançamento do iPhone, por exemplo, contou com o mais puro lampejo marqueteiro de Jobs. Bastou que ele apresentasse o aparelho, seis meses atrás, para criar um enorme buzz marketing. Em sites, blogs, reportagens e conversas de boteco, o iPhone tornou-se assunto recorrente. Era exatamente o que Jobs e seus executivos queriam.

É verdade que não dá para ter réplicas de Steve Jobs. Mas cada executivo ou empresário, à sua maneira, precisa despertar a admiração de seus funcionários e o interesse do mercado. Também é verdade que seguir essas lições não é garantia de 100% de sucesso. A própria Apple colecionou alguns fracassos -- inclusive sob a batuta de Jobs. Um dos mais conhecidos é o computador Cube, lançado no ano 2000 para revolucionar o mercado -- e que não durou nem um ano no portfólio da empresa. O futuro do iPhone, apesar de todos os cuidados que envolveram seu lançamento, ainda é incerto. Apesar disso, especialistas acreditam que a maior dúvida em relação à Apple é quem vai suceder seu atual comandante. "Steve Jobs está no comando há décadas. Quem são os outros líderes da Apple? E como uma Apple sem Jobs manterá seu nível de inovação?", perguntam os consultores do BCG James Andrew e Harold Sirkin, autores do livro Payback - A Recompensa Financeira da Inovação. Aparentemente, sucessão é uma lição que a Apple ainda não pode - ou não quer - ensinar. Se há um herdeiro para Jobs, ele permanece como um dos mais bem guardados segredos da Apple.

 
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